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França pede prisão perpétua para Carlos, o 'Chacal', por atentado de 1974

27 de março 2017 - 13h47 Por Redação Douranews
França pede prisão perpétua para Carlos, o 'Chacal', por atentado de 1974 Ilich Ramirez Sanchez, chamado de Carlos, ‘O Chacal’, com sua advogada e mulher, Isabelle Coutant-Peyre, durante julgamento — Eric Feferberg/AFP

A promotoria francesa pediu nesta segunda-feira (27) pena de prisão perpétua para o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, também conhecido como Carlos "o Chacal", por sua responsabilidade no atentado contra uma galeria comercial de Paris que deixou dois mortos e 34 feridos em 1974, segundo a France Presse. O julgamento começou no dia 13 de março e tem previsão para durar 15 dias.

Carlos, que já cumpre duas condenações à prisão perpétua na França, nega ter cometido este atentado. Mas o procurador-geral destacou que "todos os elementos reunidos durante a investigação convergem para ele".

Interrogado durante o julgamento sobre seu envolvimento no atentado, Carlos declarou que um "combatente da resistência palestina" como ele não poderia, sob pena de morte, proporcionar informação sobre uma operação e muito menos durante um julgamento.

Mas pressionado pelo presidente do tribunal, o venezuelano afirmou: "Talvez seja Carlos, talvez eu, mas não há nenhuma prova disso", ainda de acordo com a France Presse.

Carlos, o "Chacal", foi uma figura conhecida em todo o mundo nos anos 1970 e 1980, considerado por alguns como um símbolo do terrorismo internacional e por outros como um revolucionário.

Preso na França desde que foi capturado em 1994 em uma operação no Sudão, ele cumpre duas condenações à prisão perpétua por um triplo homicídio em 1975 em Paris e por quatro atentados cometidos na França há 30 anos.

'O Chacal'

A BBC afirma que o nome de guerra "Carlos" surgiu quando ele passou a integrar as operações exteriores da FPLP e a realizar atentados contra alvos ligados a Israel. Já apelido de Chacal foi dado pela polícia britânica, que ao revistar um de seus esconderijos, encontrou um exemplar do livro "O Dia do Chacal", do inglês Frederick Forsyth.