Uma série de infelizes incidentes no Egito, incluindo o caos do Canal de Suez e um acidente de trem que matou 32 pessoas foram atribuídos a "maldição de faraós" por usuários de redes sociais do país do norte da África.
Explica-se a teoria: após o anúncio de que 22 múmias seriam transferidas para um novo museu, incluindo os restos mortais do rei Ramsés II, o Egito foi cenário de incidentes graves.
O principal deles envolveu o meganavio Ever Given, que sofreu acidente e bloqueou o Canal de Suez por seis dias, provocando um engarrafamento de centenas de outras embarcações que deveriam cruzar o estreito que separa o Mar Vermelho do Mar Mediterrâneo. Empresas ainda estão fazendo as contas do prejuízo. Só na segunda-feira, a embarcação foi liberada.
Na sexta-feira, pelo menos 32 pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas quando dois trens de passageiros colidiram em Tahta, no centro do Egito. Imagens chocantes mostraram pessoas presas dentro de vagões rodeadas por metal retorcido e destroços depois que um trem colidiu com a traseira de outro.

No dia seguinte, um prédio de apartamentos desabou no Cairo, deixando 18 mortos.
Enquanto muitos atribuem os eventos em série a uma coincidência, outros estão culpando uma antiga maldição que se acredita estar inscrita na tumba de Tutancâmon, que diz "A morte virá com asas rápidas para aqueles que perturbam a paz do rei", relata o site "Arab News".
Usuários de mídia social foram rápidos em entender a lenda e acreditam que a transferência anunciada seja a culpada pelos desastres.
Diz-se que a maldição, que não diferencia ladrões de arqueólogos, causa má sorte, doença ou morte a qualquer pessoa que perturbe as múmias do antigo Egito.
Uma pessoa postou no Twitter: "Tenho a sensação de que as catástrofes que vêm acontecendo nos últimos dias estão acontecendo por causa da mudança, agendada para 3 de abril."