A diferença no estágio de decomposição levantou a suspeita nas autoridades — Reprodução
Uma história macabra chocou a pequena vila de Linda-a-Velha, em Oeiras, Portugal. Anabela, uma portuguesa de 70 anos, manteve o corpo do pai, identificado como Custódio, em casa por cerca de 15 anos após a morte dele. Segundo a polícia, Anabela usava água sanitária para disfarçar o odor causado pela decomposição. O caso só veio à tona após a morte da filha, quando o corpo dela foi encontrado em processo recente de decomposição, juntamente com o cadáver do pai em estágio avançado de putrefação.
As autoridades foram acionadas após vizinhos perceberem um forte odor vindo da casa de Anabela na Avenida Tomás Ribeiro. Segundo relatos, o cheiro da água sanitária chegou a ser percebido há aproximadamente dois anos, mas não causou tanto estranhamento na época. Anabela não tinha água em casa, e saía com um carrinho de compras todas as tardes para comprar água potável e água sanitária.
O caso é investigado pela Polícia Judiciária portuguesa, que já esteve no local junto com os Bombeiros Voluntários do Dafundo e agentes da Polícia de Segurança Pública. Vizinhos se dizem chocados com a situação e a falta de conhecimento do que acontecia na casa de Anabela por tanto tempo.