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Opinião

Quem não ajuda, não atrapalha!

04 de agosto 2011 - 20h24 Por Walter Hora, Pedro Pepa e Albino Mendes
Quem não ajuda, não atrapalha!
A cidade de Dourados viveu um período muito triste na sua recente história política. Fatos lamentáveis ocorreram em nossa terra, envergonhando os homens e mulheres de bem, pais e mães de famílias, trabalhadores em geral.
O ocorrido ganhou a mídia nacional e deixou a população, não só, mas, principalmente, de Dourados, estarrecida e desacreditada com a classe política. Entretanto, a Justiça, a quem cabe julgar se há culpados e quem são os culpados, fez e está fazendo o seu trabalho. A normalidade já está retomada. A cidade elegeu um novo prefeito e a Câmara Municipal foi, digamos, ‘depurada’.
Enfim, a mais importante cidade do interior de Mato Grosso do Sul está retomando seu caminho natural, que é o caminho do trabalho, do progresso, do desenvolvimento.
Este preâmbulo, talvez, seria desnecessário para quem, verdadeiramente, acompanha os fatos e os interpreta com isenção política ou de qualquer outra natureza. Todavia, é preciso que uma voz se levante contra aqueles que tiram seus dias para trabalhar contra, apostar no quanto pior melhor; contra também – e esses são piores – os que posam de paladinos da moralidade, donos da verdade, que olham para os demais com os olhos da acusação e costumam apontar as pessoas com dedos da condenação.
Falamos isso em tom de desabafo. Não como resposta a aqueles que têm por hábito usar as páginas dos jornais para denegrir pessoas de bem. Usamos esse espaço para externar a nossa indignação com os ataques gratuitos à Câmara de Vereadores de Dourados, a casa do povo.
Por conta do passado recente e que ainda está vivo na memória de todos nós, algumas pessoas tentam colocar todos os políticos na vala comum. Infelizmente, para esses arautos, ser político virou sinônimo de tudo o que há de ruim. Talvez por oportunismo ou má fé mesmo, generalizam em suas avaliações e acabam falando (ou escrevendo) injustiças. Será miopia política? Será que são tão virtuosas que não conseguem ver qualidades nas outras pessoas, naqueles que se propõem a trabalhar pelo coletivo.
Feitas essas considerações, desafiamos, de público, o articulista Daniel Ferreira Barros, que se apresenta como analista-tributário da Receita Federal do Brasil – portanto, cujo salário é pago com o dinheiro do imposto que todos nós recolhemos –, a apontar um ato que possa desabonar as nossas condutas enquanto vereadores em Dourados. Damos-lhe uma procuração, em cartório, para levar adiante sua sanha.
Lembramos ao douto articulista, que a quem alega cabe o ônus da prova.
Por fim, lamentamos não ter entre nós, no plenário da Câmara de Dourados, pessoas com tão elevado nível, tão ilibado caráter e com a predisposição do senhor Daniel Ferreira Barros e tantos outros que compartilham da mesma opinião do articulista em questão.
Seria importante, para Dourados e sua gente, que os críticos de plantão, que destilam contra os vereadores e a classe política em geral, pudessem contribuir para melhorar o que aí está. Pessoas como estas não podem ficar de fora da política; é um desperdício!
Assim, é oportuno lembrar que em outubro do ano que vem haverá eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador. É importante que observem o prazo de filiação, procurem um partido político, se filiem e se candidatem. Aqui, na Câmara, os senhores serão mais úteis. Ficar atrás de um computador, ardilando e destilando, em nada contribui. Juntem-se a nós, vamos para os bairros pisar o barro que o povo pisa.

Walter Hora, Pedro Pepa e Albino Mendes são vereadores em Dourados