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Opinião

Politico douradense – Seu pai esta em Campo Grande

26 de outubro 2011 - 16h30 Por Julio Saldivar
Politico douradense – Seu pai esta em Campo Grande
O Governador de MS, André Pucinelli, há algum tempo atrás, aqui em Dourados, respondendo a pergunta de um repórter local sobre sua posição em relação à disputa pela prefeitura local em 2012, disse que tinha dois filhos em Dourados, se referindo a dois predispostos a disputar a prefeitura em 2012 que, ao menos na época, seriam de seu grupo politico e poderiam ter seu apoio.  Nesse momento me ocorreu o pensamento de que, como em uma família qualquer, filho deve respeitar ao pai, fazer aquilo que ele lhe recomenda.

E certo que, por aqui, nenhum partido, ou politico de forma individual, pode dar um passo à frente sem consultar ou pedir permissão para alguém em Campo Grande. Pelo que percebemos os interesses de lá, relacionados ao poder a nível estadual, tem prioridade sobre a disputa a nível municipal. Certo também que na forma atual, com eleições de dois em dois anos, geralmente, nessa campanha para prefeito já são realizadas todas as amarras visando às próximas, para governador, e Isso pode ser um dos fatores que tiram a autonomia dos partidos locais, fazendo com que, desde já, fiquem reféns, na dependência das decisões vindas da capital do estado.

Aqui em nosso estado, a disputa sempre ficou polarizada entre dois grupos políticos, já ha muito tempo, de um lado PMDB e aliados e, de outro lado, PT e aliados, e não acredito que isso vá mudar agora. Para esse próximo pleito, em 2012, apesar de alguns ensaios eufóricos para lançamento de candidaturas próprias, pelo que se desenha, parece difícil surgir alguém com coragem e força suficiente, que esteja hoje aliado a um dos grupos, para mudar a retorica e oferecer ao eleitorado uma opção alternativa. Sendo assim, fica praticamente certo que, aqui em Dourados, o atual prefeito, ao mudar de partido e se aliar ao grupo do PT, vai enfrentar uma disputa contra um nome escolhido entre os partidários aliados ao governador de MS.

Essa historia de pesquisa qualitativa e quantitativa para definir o candidato que vai ter o apoio do atual governador também e conversa fiada, o nome vai ser definido, ou abençoado, por lá e pronto. Pelo lado do PT os caciques de lá já definiram pelo apoio ao atual prefeito de Dourados, por aqui eles estão bem acomodados. Como nas outras eleições, sobram uma minoria de descontentes dos dois lados, mas depois de tudo definido esses também não tem força politica para mudar mais nada.

De fora dessa polarização sobram na disputa alguns partidos, sendo que a maioria, principalmente em função da diminuta condição financeira, não reúnem as mínimas condições de enfrentar de forma igualitária a disputa eleitoral.

Então, quando se fala em eleições aqui no MS, quem faz parte do grupo liderado pelo PMDB tem que esperar pela definição do governador, e da parte do grupo liderado pelo PT tem que ter as bênçãos de Delcidio do Amaral ou de Zeca do PT. Concluímos, portanto que, todo politico douradense, e todos os demais do interior do estado, mesmo que não queira admitir, sabe que seu pai mora em Campo Grande, e apesar da distancia a ele deve respeito e obediência.

O autor é empresário e nascido em Dourados