Tenho cobrado do poder público sempre providências quanto a identificações dos locais em nosso Município e graças ao espaço que a imprensa dá, tem sortido efeito. As placas do anel viário foram retificadas e hoje aparecem os nomes corretos: ITAHUM e LAGUNA CARAPÃ.
Várias vezes cobrei a colocação de uma placa identificando a VILA CERRITO, cuja rodovia é estadual, mas a Agesul não tomou nenhuma providência, algo que até foi solicitado pela Câmara de Vereadores de Dourados.
Como a burocracia do estado é muito grande, uma empresa de comunicação tomou a iniciativa e colou ali uma placa para nossa surpresa, do lado direito de quem chega.
Nós temos que tomar cuidado porque existe um boato que estão querendo denominar o referido lugar de Cidade Universitária. Dourados está cheio de “estoriadores”, pessoas que chegaram recentemente e gostam de trocar os nomes, sem consultar à sua população.
Alguém pode perguntar por que CERRITO? A história é antiga, a região tem esse nome porque é cercada de vários cerros. Quem parte em direção ao Cerrito, olhando da Brigada Guaicurus pode-se perceber que distante aparecem pequenos cerros. Cerrito, na lingua castelhana é o diminutivo da palavra cerro, que significa "montanha" ou "colina".
Este nome é tão antigo na região que lá o falecido Antonio Alves da Rocha (nhonhô), pai de Alkindar Matos Rocha tinha uma casa de comércio denominada CERRITO. Meu pai Abílio Ferreira foi seu guarda-livro na década de 1930. Ali vivia a família Fonseca, Gomes, Amaral, Isidro Pedroso, Antonio Emílio de Figueredo foi proprietário da Fazenda Lajeadinho. Um paraguaio de nome Antolim viveu nas proximidades, cujo córrego que por ali passa leva o nome Córrego do Antolin. Dizem que ele foi expulso dali e outros tomaram sua posse.
O Cerrito começa na curva da pedreira douradense, em frente à antiga Fazenda de Osório Nunes, onde existe um loteamento e parte dela, no fundo pertence a Adir Xavier de Matos. Para se chegar à Vila, passa-se pela empresa Sementes Guerra, Biigada Guaicurus, CTG, Cemitério da Família Pedroso, Escola José Albano de Almeida, Cemitério da Igreja Luterana, Aeroporto Francisco Mattos Pereira, UEMS, UFGD e COOPASOL, esta já está na rodovia Coronel Juca de Mattos distante cerca de 3km de Picadinha.
O poder público é muito moroso e poucos políticos têm vontade de percorrer o Município, com suas exceções. Geralmente eles gostam comparecer nos dias em que acontecem inaugurações, pois querem tirar proveito perante a população, afinal a mídia mostra. Diz um ditado que não é visto, não é lembrado.
Independente da placa ser colocada por patrocínio de uma empresa privada de comunicação, seria muito importante que a Agesul colocasse uma outra sentido Itahum Cerrito e outra pela estrada de chão por mim denominada de João Gomes, a qual dizem que já foi asfaltada no papel.
Gostaria que os nossos dois deputados representantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, juntos reinvindicassem à Agesul providências no sentido de se colocar as placas oficiais de cor verde do estado para identificar a Vila Cerrito nas três entradas já nominadas.
Dourados-MS, 10 de dezembro de 2011.
O autor é advogado e produtor rural no Distrito de Picadinha