“Um movimento criado no seio da advocacia douradense, hoje com um respeitado numero de adeptos e simpatizantes espalhados por todo Estado, é o responsável pela indicação, apoio e eleição para um dos cargos mais valorizados na OAB nacional que é o de conselheiro federal. A OAB é a maior corporação da América Latina, com cerca de 500 mil associados. Cada Estado da federação elege apenas três advogados para esse cargo. ... O grupo pretende acompanhar e pedir maior participação nos destinos da OAB no Estado e na esfera nacional.” (Jornal Diário MS, em 30 de novembro de 2006).
Estas foram as palavras de ordem para a criação de um movimento grandioso que na época (2006), e atualmente continua se insurgindo, diante da proximidade das eleições classistas da OAB/MS, isso porque muitos advogados que nem sequer respeitam a falta de experiência e o pouco tempo de formação de colegas de advocacia, visitam escritórios, ligam e marcam reuniões para “confeitarem” esses votos “novos”, elegendo inclusive falsos líderes para representarem o segmento menos experiente.
Necessário elucidarmos para todo o público douradense e sulmatogrossense, sobretudo aos advogados em geral, que existe sim um movimento denominado “novos advogados” em Dourados e no Estado de MS, nascido desde há muito, movimento esse que nas duas eleições passadas foi pedra fundamental das eleições da Subseção de Dourados e da Seccional de MS, no entanto tal movimento não está “vendido” a nenhuma chapa formada, e dentro em breve lançará desígnios próprios e independentes.
Esse movimento nasceu formalmente no início do ano de 2006, entre a união de esforços de vários advogados inconformados com a pífia participação do segmento recém-formado na Instituição, com o período de inelegibilidade de 5 anos para os cargos da OAB, a anuidade diferenciada para recém-formados, além, dentre outras, da atuação dentro das Universidades de Dourados, no intuito precípuo de estabelecer critérios claros e igualitários para aos exames da OAB, exames que à época eram vexatórios e totalmente tendenciosos, onde os recém-formados e os futuros advogados estavam sendo vedados de exercerem sua tão digna e sonhada profissão, vencida a batalha, daí em diante o movimento ganhou vida própria e destaque, e se viu envolto na estrutura política da OAB, estrutura esta que necessitava (e necessita) de ajustes, principalmente no tocante à participação dos “novos advogados” no órgão.
Ultrapassadas tais questões, e mesmo com a vitória importante em 2006, os novos advogados continuam sem o devido e merecido espaço, e por várias vezes inclusive em alguns meios de comunicações foram chamados de “bestas” ou outros atos indignos e desprovidos de ética, predicados estes atribuídos a novíssimos advogados por colegas que deveriam dar o apoio e incentivo a melhorarem e valorizarem o título que eles ostentam, mesmo que sem a aprovação no famigerado Exame de Ordem, que só foi instituído pela Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994.
Hoje, no intuito de participar efetivamente na política classista da OAB, os novos advogados, muitas vezes inexperientes, mas pagando a mesma anuidade de qualquer outro experiente advogado, não mais tendem a compor os projetos alienígenas e estranhos a si, projetos que não incluem em suas metas a efetiva participação dos novos advogados nas decisões da entidade.
Os novos advogados, num critério meramente de inscrição na OAB (menos de 5 anos) são a maioria dos advogados inscritos, e se se unirem elegerão quem quiserem, e com sapiência, que apesar de alguns duvidarem, detém, elegerão em novembro próximo um projeto próprio na Subseção de Dourados, e na Seccional uma chapa que adira às reivindicações e à essência do verdadeiro movimento dos novos advogados de Dourados.
* O autor é advogado e professor da Universidade Federal da Grande Dourados, OAB/MS 12.293 (5 anos de inscrição), formado em 2006 na UNIGRAN.