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Opinião

ARTIGO: Você se foi sem a minha despedida, meu velho amigo Norton Saldivar

13 de agosto 2014 - 12h06 Por Waldemar Gonçalves - Russo
ARTIGO: Você se foi sem a minha despedida, meu velho amigo Norton Saldivar

norton Putz, dessa vez pulei feio, pois conforme o combinado, meu amigo “Norton”, há mais de dez anos, quem fosse primeiro, o outro teria que marcar presença no velório para a última despedida, todavia, hoje fui surpreendido com a notícia [publicada pelo jornal Douranews] de que você embarcou para ficar perto de Deus na última sexta-feira e eu desconhecia da sua partida

Embora sabedor de que eu era ubiratanense, sempre foi atencioso para comigo, fique sabendo “Norton” que com a notícia chegando até a mim sobre a sua partida somente hoje meu amigo paraguaio e claro, operariano, senti dentro de meu eu um vazio enorme; um aperto no coração, e o que é o pior, a frustração pela falta de informação de sua partida, pois isso me impediu de não ter ido se despedir de você conforme havíamos combinado quando estávamos em um longínquo sábado à tarde entre amigos na legendária LEDA (Liga Esportiva Douradense de Amadores), que, aliás, estádio que na década de sessenta; setenta e parte de oitenta você e seus irmãos desfilaram sobre o sagrado gramado de uma era de ouro do futebol amador douradense.

Embora como disse estar frustrado por não ter podido ir se despedir de você “Norton” em sua última estada perante a sua família e aos amigos, fica aqui a única certeza de que hoje você está ao lado de Deus nosso Pai Maior, após ele ter lhe recebido de braços bem abertos.

Assim como aconteceu com o meu amigo e jornalista Cláudio Xavier, ganhei a aposta de você e perdi um velho amigo na qual sempre dizia ser meu fã e que muito me admirava; e a recíproca é verdadeiro amigo “Norton”, tanto que em um esforço de memória neste momento, lembrei que o último e agora eterno abraço que recebi de você foi durante um almoço festivo na Casa Paraguaia, próximo ao Clube Indaiá.

Independente disso, amigo “Norton”, só me resta agora pedir-lhe perdão por não ter ficado sabendo da sua partida, pois com isso, o que foi combinado entre nós não pude cumprir.

Repito meu amigo “Norton”, não fui me despedir de você por total falta de informação, mas fica aqui uma confissão de coração, a de que pessoa como você será eterna em minha vida ou enquanto eu a tiver assim como teve. Que Deus ilumine a sua alma e que dê o conforto espiritual que sua família, que é muito linda, maravilhosa e de tantas e quantas histórias em Dourados, faz por merecer...! Até breve meu amigo “Norton”, até breve...!

* O autor é jornalista