Situação não anda nada satisfatória e a companheirada, olhando dois mil e dezesseis, pode roer a corda em Dourados
Não tem jeito, todo fechamento de eleição as avaliações são diversas. Se para quem ganha ainda sobra falatório e insatisfação, imagina para as coligações perdedoras. Tempo de reclamações e xingamentos de toda a ordem. Cheque garantido por peixe graúdo tem menos valor do que papel higiênico usado. E, assim caminha a humanidade. Esperando por mais dois anos para, novamente, entrar na fila, à espreita da participação e construção do bolo.
Aliás, lembrar em bolo, este só é olhado com muito carinho e promessas mirabolantes quando se inicia discussões na formação de equipes. Depois, os vencedores sabem de cor e salteado quem – muito poucos - terá o direito de saborear um pedacinho do gorducho e fechado recheio.
Em nível nacional, semana passada, duas coisas chamaram a atenção dos brasileiros. Primeiro, o senador Aécio Neves (PSDB) disse, em alto e bom som, que: Dá a impressão que foi sua coligação que saiu vencedora devido ao assedio no Congresso Nacional. Ora, tá na hora de avisá-lo que ele perdeu as eleições, bravatas à parte, senhor Aécio.
A coligação liderada pelos tucanos perdeu nas urnas e ponto final. A postura grandiosa de quem sabe perder é reconhecer a derrota. Pela primeira vez a oposição deu mostras de sua força, graças ao apoio indiscutível de entidades, como a igreja que se uniu em torno de uma politica decente e de respeito para com os bons costumes.
Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que, pensa em promover uma administrava enxuta, mais controlada e até diminuir ministérios. Sabemos então que ela, nos últimos quatro anos, não teve vida fácil em termos de decisão. Teve que obedecer ordens, primeiramente, do comando do seu partido. Daí ter, por isso, um governo engessado, além de mergulhado em corrupção em todas as esferas, se bem que, esse câncer não é prioridade somente da politica nacional. Está entranhado por toda parte
Há algum tempo, bem presente ainda em nosso conhecimento, os negócios eram fechados na palavra, isto é, no bigode, sem avalistas. Hoje, documento assinado entre as partes e mais cinco testemunhas, reconhecido em cartório, e tudo o mais, tem validade com reservas. Em grande parte, por culpa de pessoas sem brio e sem vergonha na cara.
A passividade e a impunidade tomam conta do sistema. Uma aberração. Por falar em PT, em Dourados, os bicos com o PSB do prefeito Murilo não estão se afinando como antigamente e a aliança pode sucumbir e até azedar de vez.
Essa, aliás, é a vontade de um bloco liderado por um deputado federal eleito juntamente com um alto escalão de uma universidade federal. Outro, estadual eleito e outro derrotado. Um vereador ou dois descontentes com o posicionamento de momento e naturalmente já visando para frente, pensando em retornar ao comando do segundo colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul. Em breve os partidários petistas promovem encontro em Dourados para buscar equilíbrio no termômetro e na conversa interna. Por enquanto, estão quietinhos à espreita. Enfim, o caldeirão ferveu durante recente encontro entre os vermelhinhos, em Dourados. Uns defendendo o rompimento com a prefeitura já, enquanto outros entendem que o melhor e aguardar a virada do ano quando o governo tucano assume o comando do estado.
Tem muita água correndo por baixo da ponte. No andar da carruagem, apesar do silêncio aparente, a madeira esta molhada com gasolina por toda parte. Só falta riscar o fosforo para as chamas aparecerem, por enquanto, a fumaça preta esta bem perto de subir. Resta esperar, com muita expectativa, até por conta da situação não muito confortável de ambas as partes: situação e oposição. Resta aguardar o posicionamento dos nossos comandantes, no que diz respeito à tomada de decisão. O que se espera, na verdade, é que seja coerente com o esperado pela maioria.
O alerta está aí. Com mais de trinta milhões de votos brancos e nulos, há, sem dúvida, uma demonstração da vontade popular de mudança, quando muitos pensavam que o brasileiro tem memória curta.
Cuidado: tem muito rato cuidando do galpão que, ainda pode estar lotadinho de queijo.
* O autor é Jornalista - [email protected]