geraldo dourados
1. Por que o aeroporto de Dourados foi desativado
O Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados-MS, ficou desativado por mais de três anos, desde maio de 2021, para obras de revitalização. A desativação foi necessária devido à precariedade da infraestrutura da pista e à falta de condições adequadas para operações seguras de pousos e decolagens
2. Obras de revitalização da pista
As obras de revitalização da pista de pouso e decolagem foram conduzidas pelo 9º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC) do Exército Brasileiro, como parte da chamada "Operação Dourados". Elas incluíram a requalificação total da pista de pouso e decolagem, taxiways, pátio de aeronaves, além de melhorias de sinalização horizontal e balizamento noturno. A fase aérea do projeto foi concluída no início de 2024.
O custo inicial previsto para as obras foi de aproximadamente R$ 45 milhões, mas houve um aumento no valor, com o orçamento final alcançando cerca de R$ 96 milhões devido a aditivos e ajustes necessários durante a execução.
3. Terminal de Passageiros
O terminal de passageiros atual será mantido provisoriamente. A construção de um novo terminal será gerida pelo Governo do Estado, que deverá realizar a licitação em 2025. O valor estimado do novo terminal é de R$ 39 milhões, e foram conquistados pelo deputado federal Geraldo Resende |(PSDB-MS), que conseguiu incluir o montante no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, possibilitando, assim, que o governo do Estado possa investir esse valor em outras ações, como na saúde, por exemplo. Na construção do terminal, o Governo do Estado vai investir uma contrapartida de R$ 5 milhões, totalizando um investimento de R$ 44 milhões.
4. Papel do deputado Geraldo Resende
Após conquistar o seu sexto mandato e retornar a Brasília no ano de 2023, o deputado Geraldo Resende colocou como prioridade a cobrança do término da primeira etapa da obra, que se encontrava morosa, “arrastada”, com questionamentos técnicos que apontavam falhas na execução do projeto pelo Exército Brasileiro. Assim, o parlamentar fez várias gestões junto ao Ministério dos Portos e Aeroportos, Secretaria de Aviação Civil (SAC) e Exército, até que a mesma fosse concluída. Além disso o deputado lutou pela viabilização dos recursos para a segunda etapa, que consiste na construção do novo receptivo (terminal de passageiros e cargas). Para tanto, junto ao ex-ministro Márcio França e ao atual ministro Silvio Costa, viabilizou recursos da monta de R$ 39 milhões dentro do Programa de Aceleração do Crescimento, (PAC), sendo que o Estado de Mato Grosso do Sul entrará com contrapartida de R$ 5 milhões, totalizando um investimento previsto de R$ 44 milhões. Foi um trabalho árduo para que o projeto elaborado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística e Obras do Estado (SEILOG), fosse aprovado neste final de ano pela SAC, cabendo agora ao Estado de Mato Grosso do Sul, realizar o processo licitatório a fim de que as obras possam ter início nos primeiros meses de 2025.
5. Obras realizadas
A etapa que consistiu na Revitalização e Ampliação da pista de pouso e decolagem, Novo Pátio de Aeronaves e taxiway foi realizada pelo Exército Brasileiro, demandando um investimento de R$ 96.761,674,46. As obras foram concluídas, e o processo de homologação dos equipamentos de auxílio à navegação aérea encontra-se em fase final junto aos órgãos de controle competentes, tendo havido um voo de inspeção nos últimos 10 e 11 deste mês, pela Força Aérea Brasileira (Aeronáutica), mais especificamente pelo GEIV (Grupo Especial de Inspeção em Voo).
6. Cabeceira reprovada
O relatório preliminar desse voo apontou que a cabeceira 06, predominante e mais utilizada para pousos, foi aprovada sem ressalvas. No entanto, a cabeceira 24 foi reprovada por não atingir o brilho necessário em seu sistema PAPI (Indicador de Trajetória de Aproximação de Precisão). Para corrigir o problema, será necessária a substituição de um refletor, com posterior nova inspeção focada apenas nesta cabeceira.
7. Situação Atual
Apesar da conclusão da pista, a reativação completa do aeroporto ainda depende de fatores burocráticos, como a homologação definitiva pela ANAC e a atração de companhias aéreas para retomarem suas operações. Antes do fechamento, empresas como Azul e Gol operavam no local, e há expectativas de que essas rotas sejam retomadas.
8. Próximos passos
Segundo a Infraero, empresa contratada para administrar o aeroporto de Dourados, que acompanha todo o processo, a troca do equipamento já está sendo providenciada. O GEIV (Grupo Especial de Inspeção em Voo), vai enviar o relatório ao DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), dentro do prazo de sete dias após a inspeção.
* É deputado federal PSDB-MS