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Opinião

A responsabilidade de trafegar

03 março 2011 - 16h23Por Rubens Di Dio

Desde quando fiquei habilitado a dirigir veículos de passeio, me foi dito pelo instrutor, que aquele documento era, de antemão, um porte de arma. Arma?!!!  Mas o ato de dirigir me dava prazeres, me fazia um ser mais livre, afinal, eu acabara de receber o meu documento de “maior idade”.

Demorei, por ser adolescente, para notar a veracidade da fala de meu instrutor, precisei ver para crer esta realidade. Naquela época, morte por acidentes nas estradas eram comuns, principalmente entre os jovens. Medidas instrutivas foram executadas, principalmente dentro das Universidades. Lembro-me da Palestra que recebi no meu Projeto de Recém Ingresso, proferida pela Polícia Rodoviária Paulista. Fomos todos para o anfiteatro, dirigindo com pressa, estacionando nossos carros com “cavalinhos de paus”, levantando poeiras, queimando pneus dos nossos super Fuscas, Brasílias, Opalas, Sincas etc, coisa de “adolescentes universitários”, eu pensava.

Depois de duas horas de palestras, em que nos mostraram vídeos, fotos, slides de acidentes, corpos mutilados, tudo muito macabro, e ter sabido que tudo aquilo havia acontecido por falta de instrução, irresponsabilidadeso Interor estacionando noeatro, nos dirigindo ente nas Universidades.s jovens. normas e etica., imperícias etc, acionamos nossos veículos, tudo bem devagarzinho, cabisbaixos, compenetrados em dirigir preventivamente e voltamos para casa completamente perturbados com o que tínhamos visto e presenciado. Como foi difícil dormir aquela noite.

Hoje, depois de pelo menos 40 anos deste evento, as coisas continuam na mesma. Mas por que será?

A resposta é límpida: primeiro, não gostamos de usar cintos de segurança. Segundo, não sabemos quem tem prioridades no trânsito, nós motoristas sempre achamos que somos nós, porém a prioridade é do pedestre, por isso a faixa deve ser altamente respeitada. Pergunto: alguém respeita faixa de pedestre aqui em Dourados? Terceiro, mal sabemos o que é contra-mão.

Infelizmente, só nos resta pedir para a Fiscalização do Trânsito, que no nosso caso está sob a jurisdição da Guarda Municipal, atuar com o rigor da lei e combater os irresponsáveis e incompetentes infratores. Outra medida será fazer e cobrar rigores, exigir qualidades e número maiores de horas práticas para as Escolas de Habilitação para o Trânsito.

Fiquemos sentinelas, reclamamos dos gastos públicos aleatórios e inconseqüentes, mas estamos nos esquecendo dos custos que geramos com os acidentes de trânsito que provocamos.

Rubens Di Dio é Engenheiro Civil e Professor da UNIGRAN