O governo paraguaio reforçou a segurança do senador Robert Acevedo (PLRA), depois da fuga de seis presos - dois paraguaios e quatro brasileiros - do presídio onde estavam recolhidos, no distrito de Amambay.
Os fugitivos são os paraguaios identificados como Emiliano Rojas Gimenéz, apontado como o pistoleiro que tentou assassinar o senador Robert Acevedo em 26 de abril de 2010, na cidade de Pedro Juan Caballero, quando morreram o segurança e o motorista do político paraguaio. Rojas Gimenéz havia sido preso dois meses após o atentado no bairro San Lorenzo; Francisco Aparecido Segóvia, que é acusado de ser um dos homes que atiraram seis vezes contra a cabeça do então chefe do Trânsito de Pedro Juan, Ramón Cantaluppi Arévalos, em 21 de dezembro de 2009; e quatro brasileiros - Eduardo Feu da Silva, outro dos pistoleiros que perpetraram o ataque a tiros fatais contra o legislador liberal na capital de Amambay. É um bandido conhecido que trabalha há algum tempo na fronteira seca entre Paraguai e Brasil; Paulo Augusto de Souza, um soldado do PCC no Brasil, que foi preso em 24 de março de 2011, juntamente com quatro outros membros da organização criminosa, em duas operações realizadas por Pedro Juan Cabalero in Senad; Diego de Oliveira Braga, cujo nome verdadeiro seria Elton Ramos da Silva, brasileiro também integrante do PCC, e que foi capturado em 10 de fevereiro de 2011 pela Senad em Pedro Juan Caballero com armas, munições e elementos de computador e por último, Gustavo Fernandes de Oliveira, cuja verdadeira identidade seria Wellington Carlos de Oliveira, brasileiro preso pela Senad em 14 abril deste ano, em Pedro Juan, na companhia de outros membros do PCC.
Com a fuga, confirmada pelo diretor da Lei e da Ordem, a Cryo, general Raúl Martínez, ordenou que os chefes de polícia, tanto da Estadual quanto de Pedro Juan Caballero, fizessem todos os procedimentos necessários para aumentar a segurança do senador Acevedo.
Embora o reforço não fosse solicitado pelos responsáveis, o general Martínez disse que "a polícia deve exercer todos os meios ao seu dispor para evitar outro ataque da máfia contra o parlamentar".
Atentados
O pistoleiro Rojas Giménez é acusado de ter participado no ataque contra o senador Acevedo em 26 de abril de 2010, na esquina das ruas Alberdi e Tenente Herrero Bueno, no centro de Pedro Juan Caballero, quando o segurança e o motorista do político e empresário morreram.
Dois meses depois, em 21 de junho, Rojas Giménez foi capturado no bairro de San Lorenzo Barcequillo, junto com dois cúmplices quando estava planejando um novo ataque à política liberal. Naquela oportunidade, foi apreendido, em posse do pistoleiro, de um rifle de alta precisão, com mira telescópica.
O plano do atirador era interceptar o legislador no caminho da "Ruta I", a caminho de Pedro Juan Caballero. Rojas Gimenez sabia que Acevedo usava este trajeto para tentar confundir e assim despistar seus inimigos. Durante o tempo que ficou preso da delegacia de San Lorenzo, Giménez afirmava que, mais cedo ou mais tarde iria matar Robert Acevedo.
O resgate
Segundo informações da polícia paraguaia, na noite de segunda-feira os guardas permitiram a entrada de três prostitutas, que participaram de uma festa com os presos. Já na madrugada de terça-feira, os presos, armados, renderam os guardas, enquanto ao mesmo tempo, desconhecidos atacaram a tiros a prisão e com vários veículos os seis criminosos escaparam pelo portão principal e por um dos lados da prisão.