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Traficante foragido pode estar escondido na Bolívia, diz Senad

31 de maio 2011 - 20h38 Por Redação Douranews, com ABC Color
Traficante foragido pode estar escondido na Bolívia, diz Senad

O suposto traficante de drogas Jorge Samudio Teófilo González (39), financiador da carga de 370 quilos de cocaína apreendidos pela Senad na mega-operação deflagrada no dia 6 de maio, em Concepción e Misiones, estaria refugiado na Bolívia, conforme dito ontem por fontes da Secretaria Nacional Anti Drogas, Senad, e teria no país vizinho, onde teria a proteção de uma organização mafiosa com que operava.

Segundo apurado pelos investigadores da Senad, Samúdio Gonzalez controlava a compra e venda de centenas de quilos de cocaína boliviana de sua casa, localizada na esquina da rua Corrales  com Abente Haedo, no bairro  Mburicaó, em Assunção, tendo fugido após a operação para a Bolívia.

As informações também dão conta que o traficante gastava grandes recursos para manter seu nome e o de sua esposa, Silvina Romero de Samudio “limpos”, sem aparecer em qualquer documento oficial, dificultando assim que as agências policiais e membros de organizações rivais pudessem controlá-los.

Para isso, Samuel Gonzalez usou o nome de sua tia, Nilca Dora Fretes, que assinava todos os documentos oficiais da família. " Nilca Dora Fretes é acusada como a pessoa que presumivelmente dava cobertura às atividades da organização criminosa", diz uma parte do registro de denúncia do Ministério Público.

As duas mulheres foram presas durante a incursão em 13 de Maio pelas tropas da Senad e ambas continuam na cadeia.
Nilca também teria se apresentado nas escolas como guardiã dos filhos de Samuel González, a fim de esconder qualquer ligação das crianças com seus pais, disseram os pesquisadores.

Chefe de Operações
Durante os procedimentos realizados em 06 de maio, também foi capturado Carlos Antonio López Viveros, diretor de operações da quadrilha, juntamente com seis outros colaboradores.

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Sete pessoas foram presas na operação do dia 6 de maio

Viveros usou sua companhia “Aplicaciones Aéreas SA” como fachada para o transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil.
"Esta pessoa é quem dava as ordens que deveriam ser cumpridas pelos outros membros da organização, além de coordenar as ações do grupo," acentuaram os agentes, acrescentando que “ele também tinha a lista de todas as propriedades de traficantes suspeitos presos”.