Conforme o decreto, Morel foi promovido “por ter praticado atos não comuns de coragem e audácia que, ultrapassando os limites do cumprimento do dever, representam feitos indispensáveis às operações desenvolvidas pelo Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul”.
Segundo o tenente-coronel Evaldo Iahn Mazui, a promoção já era prevista antes mesmo de sua morte. Em outubro de 2009, o militar jáhavia se envolvido em uma ocorrência quando, durante troca de tiros, um bandido foi morto e outros dois foram presos.
Morel entrou para a Polícia Militar em 27 de setembro de 2004 e, segundo Aparecido Lima, diretor da Regional da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) em Dourados, nestes quase sete anos de serviços prestados na área de segurança pública sempre teve uma conduta exemplar e era um profissional sério e dedicado, o que justifica a homenagem "post mortem" (depois da morte, em latim).
Logo após o crime, a ACS protocolou documento junto ao MPF (Ministério Público Federal) exigindo um acompanhamento rigoroso dos fatos, para que não houvesse parcialidade nas investigações. Pacheco, o acusado do crime contra o PM, esteve licenciado em Belo Horizonte (MG), para tratamento médico, porém, já retornou a Dourados por ordem da Justiça.