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Quadrilha ofereceu 100 mil dólares por morte de comandante da PRE

25 de novembro 2011 - 14h28 Por Redação Douranews
Quadrilha ofereceu 100 mil dólares por morte de comandante da PRE

A quadrilha de policiais envolvida com contrabando de cigarros ofereceu 100 mil dólares pela morte do major Joilson Queiroz, comandante da PRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual), segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos. As informações são do Campo Grande News.

Ainda de acordo com ele, essa informação foi repassada por uma pessoa ligada à quadrilha. Também ofereceram recompensa pela morte dele, mas o comandante não quis divulgar o valor.

As ameaças contra os dois policias do alto escalão da PM começaram antes das operações Holambra, Fumus Malus e Alvorada Voraz serem deflagradas. As duas primeiras aconteceram em outubro e a última na quarta-feira (23).

Segundo informações do serviço reservado da Polícia Militar, as ameaças tiveram início por conta da retaliação do crime organizado, especialmente tráfico de drogas e contrabando de mercadorias do Paraguai e da Bolívia, que foram atingidos pelo trabalho da Polícia Militar Rodoviária.

A informação inicial era de que o bando preso durante as operações teria contratado pistoleiros paraguaios para matar o major e o comandante da PM, mas, depois foi constatado que as ameaças eram feitas por policiais que integravam a quadrilha envolvida no contrabando de cigarros.

Os militares queriam ‘apagar’ o comandante e o coronel porque a PM intensificou o trabalho de fiscalização nas rodovias e com isso o número de apreensões aumentou, situação que prejudicou a quadrilha.

Desde que o major Joilson assumiu o 14º Batalhão, o trabalho de fiscalização nas rodovias foi intensificado, apreendendo mais de 14 toneladas de maconha em apenas um semestre e 376 ocorrências envolvendo contrabando e descaminho, incluindo a apreensão de grande número de cigarro vindos dos países vizinhos.

Mesmo com as constantes ameaças, intensificadas após as prisões, coronel David fala que não reforçou a escolta. “Eu aprendi a me defender”, disse durante o lançamento do policiamento no Centro.

Quanto a escolta do Major Jolison, o comandante diz que será feita uma nova avaliação e se for necessário ela será suspensa, alegando que ter que ficar com escolta policial atrapalha a rotina do comandante da PMRE.