A perícia da Polícia Civil, de Campo Grande, encontrou R$ 9.500 escondidos sob o porta-luvas do carro Celta que era ocupado pelo subtenente da Polícia Militar José Carlos da Silveira Souza, de 39 anos, morto a tiros de pistola 9 milímetros em dezembro do ano passado. A Polícia investiga agora a origem do dinheiro e se tem relação com a execução de Silveira.
No dia da execução, 17 de dezembro, o policial tinha saído do Ciops (Centro de Operações de Segurança), onde estava lotado há pouco tempo, transferido de Naviraí e se dirigiu ao posto de combustíveis Caravaggio, que fica no macroanel viário, para abastecer o carro. As investigações apontam que ele estava sendo seguido desde que saiu do Parque dos Poderes, segundo reportagem do Campograndenews.
Segundo ainda a reportagem, o policial José Carlos teria sido vítima de queima de arquivo já que ele tinha envolvimento com contrabando de cigarros do Paraguai e de que o autor seja da região onde a vítima atuava antes de ser transferida para a Capital.
José Carlos estava na corporação há 18 anos e sofria um processo administrativo que poderia resultar em expulsão. Ele foi preso em outubro de 2011 durante a operação Fumus Malus, que investigou o envolvimento de policiais na máfia de contrabando de cigarros.
Na época, foi decretada a prisão de 16 policiais, entre eles Silveira. Três eram de Naviraí, onde ele estava lotado, outros dois de Itaquiraí, um de Sete Quedas, um de Mundo Novo, um de Iguatemi e quatro de Campo Grande.