Uma operação desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), após investigações do MPE-MT (Ministério Público do Estado de Mato Grosso) resultou na prisão, quarta-feira (27), em Ponta Porã, da traficante Cintia Raquel Rivas Dias, conhecida pela polícia brasileira por ser a grande responsável em abastecer quadrilhas que procuram a região para comprar e negociar drogas. Entre as facções criminosas ‘clientes’ de Cintia estaria o PCC (Primeiro Comando da Capital) que em Mato Grosso seria financiado por João Batista Vieira dos Santos, preso no domingo passado (24).
Junto com a traficante Cintia Raquel, o Gaeco prendeu outras 14 pessoas que também são acusadas de comprar e distribuir drogas nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Segundo o Gaeco, o grupo estava sendo monitorado desde janeiro.
Os trabalhos de investigação tiveram início com a apreensão de 366 quilos de maconha na região de Dourados, no dia 19 de janeiro. Sem saber que estavam sendo monitorados pela polícia, integrantes do grupo tentaram sair com a droga da região de Ponta Porã (MS) com destino ao interior de São Paulo, mas foram presos no trajeto.
A segunda ação frustrada do bando aconteceu no dia 24 daquele mês, quando Cleriel Miranda da Silva foi preso na cidade de Rondonópolis/MT ao transportar no porta-malas e no banco traseiro do carro 253 kg de maconha, que seria levada de Coxim até Cuiabá/MT.
No domingo passado (24) outros três integrantes da quadrilha foram detidos em uma barreira policial na cidade de Rondonópolis. Eles pretendiam levar, de Ponta Porã para Cuiabá, 240 kg de maconha. Na ocasião, além de um dos líderes e financiadores da quadrilha, João Batista Vieira dos Santos [um dos homens do PCC], também foi preso o batedor e responsável pela escolta, Antônio Aparecido Nascimento Santana e o motorista do veículo que transportava os entorpecentes, Ruan Feitosa Pereira.
No mesmo dia 24, outra parte do grupo foi detida quando transportava 253,4 kg de maconha na BR 463, de Ponta Porã para São Paulo, local onde a droga seria vendida, segundo o MPE matogrossense.