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Pesquisadora diz que PCC se fotalece como 'ator político'

05 de junho 2013 - 21h34 Por Redação Douranews
Pesquisadora diz que PCC se fotalece como 'ator político'

O Primeiro Comando da Capital extrapolou as fronteiras. Vinte anos depois do nascimento, a facção passa por um processo de nacionalização e ganha ramificações em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Sergipe e Pernambuco. Ao mesmo tempo, o grupo hoje se mostra como força hegemônica em sua base de origem, São Paulo, o que, por uma lógica cruel, explica em parte a queda dos homicídios nas áreas onde mantém domínios.

Com controle sobre 90% do total de 200 mil presos e o monopólio do mercado de drogas, a facção passou a mediar e regular disputas do mundo do crime, rompendo ciclos de vingança, avalia a socióloga Camila Nunes Dias, autora do livro PCC – Hegemonia nas Prisões e Monopólio da Violência (Editora Saraiva), lançado nesta quarta-feira (5). Segundo ela, a facção é atualmente um “importante ator político”, uma vez que detém poder e capacidade para desestabilizar a política de segurança pública do Estado.

Para o livro, que nasceu de uma tese de doutorado, a pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP e professora da Universidade Federal do ABC utilizou documentos oficiais, entrevistas com autoridades da área de segurança e material coletado de conversas privadas com 32 presos para contar a história da facção, conforme explica em entrevista à revista CartaCapital.