A PF (Polícia Federal) realizou quinta-feira (26) uma operação contra uma quadrilha que intermediava fraudes ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em Campinas/SP. A operação “Corredeira” cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de Itupeva e Cajamar, como resultado de uma força-tarefa da PF com o MPF (Ministério Público Federal) e o Ministério da Previdência Social. A quadrilha teria cometido as fraudes entre 2006 a 2013, e o prejuízo chega a quase R$ 4 milhões.
Durante a ação, foram recolhidos em escritórios de intermediadores dezenas de pastas contendo documentos, pendrives, disquetes, carteiras de trabalhos e cópias de documentos pessoais de suspeitos. Ninguém foi preso.
A delegada da Polícia Federal de Campinas, Priscila Campelo Macorin, disse que a equipe de investigação vai apurar a documentação apreendida e pode encontrar mais dados dos suspeitos de fraudar benefícios da Previdência Social. "Os próprios servidores da agência do INSS de Jundiaí/SP suspeitaram do volume de pedidos de benefícios encaminhados a agência", falou.
Segundo as investigações, que começaram em 2011, um escritório de assessoria previdenciária de Itupeva tornava possíveis as fraudes. A quadrilha apresentava declarações falsas de composição de renda e grupo familiar, além de declarações falsas de deficiência física, para receber benefícios supostamente destinados a portadores de deficiência e idosos.
A PF apurou que o grupo operou com mais de 2.400 agendamentos e gerou um prejuízo de R$ 4 milhões, segundo a gerência executiva do INSS em Jundiaí. Porém, o valor do rombo pode ser superior, pois não foi calculada a correção dos valores.
Os investigados são suspeitos de estelionato qualificado contra a Previdência Social. A pena para esse crime é de um a cinco anos de prisão, aumentada em um terço por ter sido cometida em detrimento do INSS. O nome “operação Corredeira” faz referência ao nome da cidade de Itupeva, que em tupi-guarani significa "pequena cascata". Com informações do Terra