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Guardador de carro é indiciado por homicídio e tortura em Dourados

01 de outubro 2013 - 14h57 Por Redação Douranews
Guardador de carro é indiciado por homicídio e tortura em Dourados

José Fernandes de Freitas, de 36 anos, que se apresentava de terno e gravata como líder de uma equipe de ‘guardadores’ de carros na área do shopping Avenida Center, no centro novo de Dourados, está sendo indiciado pelo delegado da Polícia Civil Adilson Stiguivitar, do SIG (Serviço de Investigações Gerais), por homicídio e tortura. Ele foi preso na tarde desta segunda-feira (30), acusado de matar um bebê de cinco meses de idade.

Além de Freitas, outras duas pessoas foram detidas sob suspeita de participarem do ato de tortura e agressões que resultaram na morte da criança, confirmada na tarde de ontem no HU (Hospital Universitário). A criança morava com os pais na rua Ivinhema, região da Vila Índio, em Dourados e foi levada domingo (29) para o HV (Hospital da Vida) sob a alegação dos pais de que teria caído do berço.

No Hospital da Vida, os médicos constataram que os inúmeros hematomas e um traumatismo craniano não poderiam ser fruto de uma simples queda do berço. Em seguida, a vítima foi encaminhada para o HU. Os médicos também notaram que a criança apresentava hematomas antigos, o que sugere que tenha sofrido traumas anteriores aos detectados agora.

katiucia e freitas

Katiuscia e Freitas foram presos ontem

O Conselho Tutelar foi informado desses fatos e a mãe da criança, Katiuscia Juliete de Oliveira, de 28 anos, foi presa ainda nas dependências do HU. À polícia ela disse que mora na casa de dois colegas de trabalho, para quem entrega parte do que arrecada das gorjetas dadas pelos motoristas que estacionam na área do shopping.

Segundo ela, seu colega de trabalho e parceiro de moradia, José Fernandes de Freitas, de 36 anos, é que seria o autor das agressões. Após ser detido, ele negou a acusação e diz que a mãe é quem teria machucado a criança. A mulher de Freitas também será indiciada por omissão de socorro, já que, segundo o delegado Adilson, ela tinha conhecimento das práticas de tortura do ‘guardador’ de carros contra o bebê.