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Iinvestigada morte ocorrida com ingestão de remédios do Paraguai

01 de outubro 2013 - 12h46 Por Redação Douranews
Iinvestigada morte ocorrida com ingestão de remédios do Paraguai

A Secretaria estadual de Saúde, através da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária, iniciou, juntamente com as Secretarias municipais de Saúde de Dourados e Ponta Porã, o processo de investigação para apurar as causas de internações referente ao uso de medicamentos fabricados no Paraguai do tipo Mentovick, Tegnogrip Plus, Tegnogrip, Medibron, Bronolex e Bronalar, todos contendo como principio ativo o composto Dextromorfano.

Na sexta-feira (27), a Secretaria emitiu o Alerta Sanitário 003/2013, em razão de casos investigados por suspeita de intoxicação após o uso destes medicamentos no município de Dourados e na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

De acordo com a Vigilância Sanitária estadual, as investigações foram iniciadas após casos de intoxicação em crianças que utilizaram estes medicamentos, provocando casos graves que variam de dispnéia, insuficiência respiratória, sonolência, coma e óbito. As crianças que ingeriram o medicamento apresentaram sintomas de intoxicação caracterizada por dificuldade respiratória, sonolência e intensa cianose (coloração azul-arroxeada da pele e lábios).

Com a emissão do alerta, o Ministério da Saúde e Bem Social do Paraguai determinou a suspensão da comercialização dos medicamentos com princípio ativo de Bromidrato de Dextrometorfano.

A partir daí, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária também passou a investigar os casos em parceria com as Secretarias municipais de saúde de Ponta Porã e Dourados, com acompanhamento da evolução dos casos, intercâmbio e troca de informações diárias.

Diante desses fatos apurados, inclusive com a morte de uma criança da fronteira, a Secretaria recomendar à população que não utilize medicamentos fabricados no Paraguai, visto que estes produtos não possuem registro no órgão sanitário brasileiro [a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)] e, portanto, estes produtos não possuem a segurança e eficácia reconhecidos ou comprovados.

A legislação brasileira proíbe a distribuição, transporte, comércio, prescrição e dispensação de medicamentos fabricados no Paraguai em território nacional.