A reconstituição do crime de latrocínio, em que a vítima acabou sendo o advogado Márcio Alexandre dos Santos, de 36 anos, morto na madrugada do dia 25 do mês passado, indicam que os tiros que tiraram a vida de Marcinho, como era chamado o advogado criminalista, partiram da arma utilizada pelo policial federal que ainda não teve o nome revelado no inquérito.
O delegado Adilson Stiguivits, do SIG (Serviço de Investigações Gerais), que conduziu a reconstituição, no final da noite desta terça-feira (4) na cena do crime, disse que foram instaurados três inquéritos para se apurar as circunstâncias da morte como roubo, tentativa de assassinato e latrocínio.
O advogado e o policial retornavam de uma festa, depois de passarem o sábado juntos, na caminhonete Hilux SW4, de propriedade de Márcio Alexandre, quando decidiram parar na rua Albino Torraca, esquina com a Ciro Melo, no centro da cidade. Márcio desceu para urinar, quando quatro assaltantes ocupando um veículo Gol os abordaram.
De acordo com o apurado até agora, segundo a Polícia, o federal que estava armado teria revidado ao assalto e como o advogado ficou no meio do tiroteio acabou recebendo a maior parte dos disparos. O delegado Stiguivits disse que só vai poder precisar de onde partiram os disparos após o exame de balística que ainda não está concluído.
A principal constatação, tanto do delegado do SIG como do titular da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), Lupersio Degerone, é de que Márcio e o policial federal haviam ingerido muito álcool. “Aí predomina a imprudência no uso da arma de fogo e todas as demais alternativas passam a ser desprezadas”, avaliou um advogado consultado pelo Douranews.