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Mulher morreu por causa de aplicação no bumbum, comprova laudo

26 de junho 2015 - 21h30 Por Do G1/Douranews
Mulher morreu por causa de aplicação no bumbum, comprova laudo

Oito meses após a morte da ajudante de leilão Maria José Brandão, de 39 anos, após aplicações para aumentar o bumbum, o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia divulgou o laudo com as causas do óbito. Os exames não conseguiram definir qual foi o produto usado, mas ressaltam que a forma como ele foi injetado no corpo da vítima causou uma embolia pulmonar, resultando em uma insuficiência respiratória aguda.

Segundo o IML, essa embolia ocorreu após a segunda aplicação do produto, que seguiu pela corrente sanguínea e chegou aos pulmões. “Algo aconteceu que essa substância saiu da região aplicada e foi parar em outros órgãos nobres, como o pulmão, que recebeu esse corpo estranho e fez esse processo de embolia”, afirmou a médica legista Ívia Carla Nunes.

Maria José morreu em 25 de outubro do ano passado,menos de um dia depois de fazer a segunda aplicação de hidrogel no bumbum, em uma clínica estética de Goiânia. Após se sentir mal, ela foi internada no Hospital Jardim América, na capital, mas não resistiu e morreu.

A falsa biomédica Raquel Policena Rosa, de 27, que fez as aplicações, chegou a ficar 10 dias presa após a morte, mas foi liberada e responde ao processo em liberdade. Além dela, o namorado, Fábio Justiniano Ribeiro, de 33 anos, também foi indiciado no caso.

Após a divulgação do laudo do IML, o advogado que defende Raquel, Ricardo Naves, reafirmou que ela não tem nenhuma responsabilidade na morte da ajudante de leilão. “Nenhuma responsabilidade, inclusive com esse último laudo que não tivemos acesso ainda”, explicou.

O gerente do IML, Marcellus Arantes, esclareceu que, apesar de não ser possível identificar qual produto foi aplicado em Maria José, o resultado não seria diferente. “Qualquer um dos produtos que caísse na corrente sanguínea da forma que caiu e obstruísse os vasos sanguíneos pulmonares levaria a óbito da mesma forma”, explicou.

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Raquel Policena responde ao processo em liberdade

Prisão
A falsa biomédica e o namorado respondem por homicídio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), exercício ilegal da profissão, lesão corporal e distribuição de produtos farmacêuticos sem procedência. 

A delegada que presidiu as investigações do caso, Myrian Vidal, informou, na ocasião, que as investigações deixaram claro que o óbito de Maria José foi provocado pelo procedimento. “Existem indícios de que a morte da Maria José está ligada à aplicação de hidrogel, que provocou a embolia pulmonar. Diversas outras vítimas da Raquel apresentam os mesmos sintomas relatados por Maria José”, explicou Vidal.

O homicídio foi considerado doloso, pois, segundo a responsável pelo caso, o casal assumiu o risco da morte de Maria José ao não aconselhar que ela procurasse um médico rapidamente ao começar a se sentir mal.

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Fotos mostram cliente durante aplicações atribuídas à falsa biomédica

Além de Maria José, Raquel é apontada como responsável por aplicar produtos para aumentar o bumbum em mais de 30 clientes. Segundo as mulheres que procuraram a Polícia Civil, ela dizia que o produto aplicado era hidrogel.  Entretanto, um laudo pedido por uma das clientes a uma clínica particular constatou que ela tem silicone no bumbum.