A PF (Polícia Federal) apresentou, nesta sexta-feira (11) o indiciamento preliminar do pecuarista José Carlos Marques Bumlai. Ele foi preso na 21ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no dia 24 de novembro deste ano.
Para a PF, há indícios de que Bumlai tenha cometido os crimes de corrupção passiva e gestão fraudulenta. Ele é suspeito de ajudar o Grupo Schain, para fechar um contrato sem licitação com a Petrobras, no valor de R$ 1,3 bilhão, para a operação de um navio-sonda operado pela Schain Engenharia.
Em troca, do contrato, a PF diz que Bumlai fez um empréstimo junto ao Banco Schain, do mesmo grupo, que nunca foi pago. O valor de R$ 12 milhões teria sido usado para quitar dívidas do Partido dos Trabalhadores. O pecuarista e o grupo Schain negam as acusações.
Os policiais também afirmam que há vários indícios de que o pecuarista tenha faltado com a verdade no depoimento que prestou à PF. Na ocasião, ele negou ter proximidade com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Outro ponto que merece ser reforçado é que, ao contrário do que sustentou José Carlos Costa Marques Bumlai, alguns documentos apreendidos reforçam que ele e Luís Inácio Lula da Silva mantinham sim relação de amizade muito próxima”, diz trecho do indiciamento, citando fotos e convites oficiais em nome do pecuarista.