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Tetila diz que vai recorrer à Justiça contra o bloqueio dos bens

08 de abril 2011 - 20h25 Por Carlos Marinho
Tetila diz que vai recorrer à Justiça contra o bloqueio dos bens

Visitando o Douranews na tarde de hoje (8), o deputado estadual Laerte Tetila (PT) conversou sobre diversos assuntos, confirmando ainda que na próxima semana entrará com um agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça para tentar evitar o bloqueio de bens determinados pela Justiça em função da negociação que conduziu, quando prefeito de Dourados, em 2007, para o arrendamento do Hospital Santa Rosa para a criação do Hospital da Mulher.

Ele explicou que na época, o Hospital Evangélico foi o único, entre 96 hospitais de Mato Grosso do Sul que não quis se adequar ao novo modelo de contratualização determinado pelo Governo Federal. “Eles saíram por conta própria”, apontou Tetila, acrescentando que “ficamos numa condição de urgência para o atendimento de 800 mil pessoas, já que Dourados é uma das três cidades do Estado que têm a Gestão Plena da Saúde”. O deputado questionou então: “Como eu poderia deixar de atender a todas essas pessoas:”.

A única opção encontrada, segundo ele, seria o arrendamento de um hospital e ao serem analisadas as possibilidades, o único que se encaixaria era o Hospital Santa Rosa. “E por ser apenas um hospital com as condições, isso me permitia fazer a contratação mesmo sem ter aberto licitação”.

Tetila disse então que, para efetivar a contratação, houve o parecer da Comissão Municipal de Avaliação Imobiliária, de três imobiliárias e ainda teve o aval unânime dos 12 membros do Conselho Municipal de Saúde.

“As negociações começaram com R$ 150 mil, mas conseguimos bater o martelo em R$ 100 mil”, disse o deputado, demonstrando ainda que “com o valor definido, fomos à Brasília e numa reunião com o então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, conseguimos o comprometimento dele em nos liberar R$ 72 mil mensais para o pagamento do arrendamento. De volta ao Estado, conseguimos junto à Secretaria de Estado de Saúde, mais R$ 28 mil. Portanto, o arrendamento de R$ 100 mil não teve qualquer custo para os cofres da Prefeitura, e ainda querem dizer que fomos omissos?”, questionou.

Laerte Tetila disse ainda que “todos os procedimentos nossos seguiram os trâmites necessários, tendo passado por todas as comissões, análises, governos estadual e federal e também pelo próprio Ministério Público”, afirmou.

Ao final, Tetila disse não entender porque está sendo apontado como um suposto culpado. “Quando o Hospital Evangélico deixou de atender a prefeitura, o valor que recebia era de R$ 1,2 milhão. Na administração seguinte eles retornaram a fazer o atendimento e esse valor passou para em torno de R$ 3 milhões. O Ministério Público agora cobra a devolução de R$ 17 milhões que foram pagos indevidamente. E ainda sou apontado como culpado? Não dá para entender”, finalizou.