Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
26°C
Política

Vander se manifesta contra preconceito e intolerância

14 de abril 2011 - 16h39 Por Redação Douranews, com Assessoria
Vander se manifesta contra preconceito e intolerância
O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) manifestou ontem (13), na Câmara dos Deputados, seu posicionamento sobre os desafios que se colocam diante dos recentes episódios de intolerância e incapacidade de convivência fraterna e respeitosa noticiados na imprensa.

“Estou certo que são manifestações de minorias e que não arrefecem o ânimo e a esperança de seguir lutando por um mundo melhor e onde caibam e vivam, pacificamente, todas as pessoas e pensamentos”, declarou Vander, lembrando de momentos lamentáveis, como o caso de Londres, no jogo entre Brasil e Suécia, quando um jogador da Seleção Brasileira sofreu ato de preconceito racial ao ter uma banana arremessada em sua direção. O deputado também destacou os casos de Contagem (MG), quando um jogador de vôlei foi alvo de manifestações preconceituosas em razão de sua opção sexual; e de um programa de televisão, onde parlamentar federal se excedeu em respostas.

“Pronuncio-me, senhor presidente, senhoras e senhores parlamentares, não apenas para expressar a solidariedade às pessoas que estão sendo covarde e, quase sempre, impunemente agredidas pela intolerância. Quero, ao mesmo tempo, apelar aos nobres pares para que possamos reforçar o nosso comprometimento com os princípios de fraternidade, tanto na defesa dos direitos da pessoa quanto no combate às diversas formas de agressões que contra ela se praticam. As agressões às crianças e às mulheres são exemplos latentes de que precisamos, efetivamente, aprofundar nosso envolvimento em defesa de uma sociedade livre, social, econômica e culturalmente saudável”, disse o deputado petista.

Maria da Penha

O deputado Vander ainda abordou o manifesto feito no início do mês em Campo Grande por representantes da Frente Parlamentar em Defesa da Lei Maria da Penha, entidades de classe, conselhos, federações, sindicatos, centrais sindicais e movimentos de mulheres, posicionando-se de forma contrária ao entendimento de que a vítima deva confirmar em juízo e diante do agressor a intenção de processá-lo.

“Há que se fortalecer a Lei. E a Lei Maria da Penha é um abrigo seguro e não pode ser enfraquecida. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, desde que a Lei passou a vigorar, em agosto de 2006, até o ano passado, mais de 330 mil processos já foram abertos na Justiça para apurar e punir casos de violência contra a mulher. Nesse período, foram lavradas 11 mil sentenças e mais de 70 mil medidas judiciais de proteção. Esses números representam um grande avanço na caminhada restauradora de justiça e de direitos que protagonizamos. Mas são números que ainda, infelizmente, não dão idéia da realidade que se oculta dentro dos lares de todas as classes socioeconômicas. A agressão e o preconceito de gênero, de raça, de credo, de origem, de classe social são cancros que só as sociedades livres e comprometidas com o ideário humanista e cristão poderão extirpar. E repito e reitero: os casos recorrentes que engordam as estatísticas da intolerância não esvaziam a minha certeza e nem diminuem a minha esperança na grande possibilidade humana de conviver com justiça, igualdade dos direitos e respeito às diferenças”, finalizou Vander.