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Fux também vota a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo

05 de maio 2011 - 20h42 Por Redação Douranews, com Veja
Fux também vota a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux votou a favor do reconhecimento da união estável de casais do mesmo sexo. Ele foi o primeiro a se pronunciar, em plenário, na retomada do julgamento de duas ações sobre o tema. Em sua fala, o ministro lembrou que apenas por preconceito e intolerância - abominados pela Constituição Federal de 1988 - não se pode dizer que um casal homossexual constitui uma família. "O homossexualismo é um traço da personalidade. Não é crime. Então, por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões abominadas pela Constituição Federal: a intolerância e o preconceito", disse. "A união homoafetiva enquadra-se no conceito de família. A pretensão é que se confira juridicidade a essa união homoafetiva para que os homossexuais possam sair do segredo, sair do sigilo, vencer o ódio e a intolerância em nome da lei."


O artigo 226 da Constituição Federal e o artigo 1.723 do Código Civil reconhecem a união estável entre homem e mulher, dando a eles direitos como herança, pensão por morte ou separação, declaração compartilhada do Imposto de Renda (IR), entre outros. Nada falam sobre os casais homossexuais. No entanto, a Constituição tem, entre seus princípios fundamentais, a dignidade da pessoa humana, o direito à liberdade, à igualdade e o veto ao preconceito.

É com base na garantia desses direitos que duas ações chegaram ao Supremo: uma, proposta pelo governo do Rio de Janeiro, tem o objetivo de beneficiar servidores do estado e a segunda, proposta pela Procuradoria-Geral de República, pede o reconhecimento da união homoafetiva como entidade familiar. E é base nesses mesmos preceitos que o relator das  ações em pauta, Carlos Ayres Britto, se pronunciou, na quarta-feira, e Fux se norteou, nesta quinta.

Para Fux, nada justifica não equiparar a união homoafetiva à união estável heterossexual. "A Constituição como um todo conspira a esse favor", declarou, citando os princípios da isonomia, da liberdade e da dignidade da pessoa humana, entre outros.  Além dele, votam ainda oito ministros - a exceção é o ex-advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, que atuou em um dos processos antes de integrar a Suprema Corte.

A expectativa é que o Supremo equipare as uniões estáveis heterossexuais e homossexuais. Fala-se, até, em decisão unânime.