O PPS protocolou um pedido na Procuradoria Geral da República (PGR) para que seja investigada a atuação da consultoria, seus contratos e a relação do ministro com a empresa.
Palocci foi alvo de acusações, publicadas no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, de que seu patrimônio teria aumentado 20 vezes desde 2006, época em que foi deputado federal pelo PT. Ele rebateu as informações e alegou, em nota, que sua evolução patrimonial consta em sua declaração de Imposto de Renda.
Mais cedo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que vai examinar os pedidos de investigação que chegarem às suas mãos, mas disse que as informações divulgadas pela imprensa até agora "são insuficientes" para formar "qualquer posicionamento".
Desde que divulgou a nota, na noite de domingo, o ministro não se manifestou mais. Nesta terça-feira, durante cerimônia no Planalto, foi chamado por repórteres para comentar as denúncias, mas evitou falar.
Palocci tem o apoio do Palácio do Planalto para se manter calado. Visto pelo mercado financeiro como defensor da estabilidade fiscal e das políticas econômicas ortodoxas no governo da presidente Dilma Rousseff, Palocci mantém uma relação próxima com a presidente desde a campanha presidencial e é um dos mais influentes auxiliares do governo.
EXPLICAÇÃO NA CÂMARA