“Nós não podemos brincar. Vamos fazer lobby, defender os interesses de Mato Grosso do Sul e ficar vigilantes para que não sejamos prejudicados com a possível redução no orçamento da empresa. Nossa ação é política e passa pela mobilização de todos os membros da bancada que representam o estado em Brasília, o governador André Puccinelli e a prefeitura de Três Lagoas. Se for preciso, vamos até a presidente Dilma, os ministros da área econômica e de Minas e Energia (Edson Lobão). Não podemos ser surpreendidos com o adiamento da obra ou seu alongamento”, advertiu o senador em entrevista nesta sexta-feira, 20 de maio, ao programa Noticidade, da Rede MS de Rádio.
Delcídio disse que , pelo menos até agora, ninguém na empresa fala em qualquer prejuízo para a implantação da fábrica em Três Lagoas.
“Em empresas como a Petrobras, quando começam os cortes, a lógica é sempre reduzir custos nas áreas de refino, produção de fertilizantes e petroquímica. Por isso precisamos ter uma ação política competente para defender o nosso estado, porque se vierem cortes que sejam em outros lugares que não afetem investimentos em Mato Grosso do Sul, cruciais não só para o desenvolvimento do nosso estado , mas também em função dessa necessidade que o Brasil tem hoje de importar insumos, especialmente para a agricultura. Precisamos ser auto-suficientes na produção de fertilizantes e a fábrica da Petrobras em Três Lagoas vai justamente atender essa necessidade”, ponderou o senador.