Segundo o deputado, "não houve e não há qualquer vinculação do parlamentar com atividades do ex-prefeito Ari Artuzi, preso com quase a totalidade de seus secretários e nove vereadores, sob a acusação de crimes de corrupção, desvio de recursos públicos, fraudes em processos licitatórios e superfaturamento, segundo mostra o Relatório do IPL nº 96/2010-DPF/DRS/MS), assinado pelo Delegado Bráulio Cézar da Silva Galloni".
Para ele, a menção de seu nome é "mais uma tentativa de desconstrução de sua vida pública, haja vista que foi perseguido pelo ex-prefeito durante toda sua gestão, quando todos os projetos que tinham origem e recursos viabilizados pelo parlamentar foram engavetados por pecaminosa retaliação política, pois nenhuma obra foi realizada e nem houve pagamento a empreiteira, não havendo, portanto, qualquer sustentação à alegação de que sobre os valores haveria cobrança de comissão".
Acusando a gestão de Artuzi como "nefasta", Geraldo diz que perseguido politicamente, por ter sido o maior e mais ferrenho crítico àquela administração, tendo denunciado os descaminhos em todos os órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), no período que vai de março de 2009 a junho de 2010", acrescentando que no inquérito da Polícia Federal, conduzido em segredo de Justiça, conforme se observa no Relatório da PF, não consta nenhuma menção ou insinuação ao deputado Geraldo Resende, que nunca foi chamado ou intimado em nenhuma instância policial ou judiciária para tratar desse assunto".
Ele vai mais além, lembrando que "em nenhuma página do IPL/2010/DPF/DRS/MS é mencionada gravação de diálogo com a participação do parlamentar, ficando claro que, de forma leviana, busca-se fazer, com base em gravações ilegais, em conversas de terceiros, pré-julgamento da conduta do deputado, que sempre se pautou pelos preceitos éticos e respeito ao decoro parlamentar".
A nota esclarece ainda que "nos autos do processo, não há nenhuma transcrição atribuída ao ex-secretário de Dourados Jorge Torraca mencionando o deputado. Quanto ao ex-secretário Eleandro Passaia, por mencionar indevidamente o deputado em livro onde detalha aspectos da Operação Uragano, o deputado Geraldo Resende move duas ações judiciais, uma cível, de n.º 0202987-63.2010.8.12.0002, protocolada em 13 de setembro de 2010 na Justiça Comum, e outra criminal, de n.º 0004186-34.2010.4.03.6002, protocolada em 14 de setembro de 2010 na Justiça Federal".
Ao finalizar, o deputado Geraldo Resende afirma que "levando a crer que a repercussão da matéria requentada se deu por interesses políticos de adversários, na tentativa de manchar a honra de quem nunca teve sua conduta questionada pela Justiça e nem pelo Fisco Federal, irá recorrer à Justiça contra aqueles que tentam desconstruir sua história e sua trajetória política, para que haja reparação dos danos, considerando todas as citações absolutamente levianas", finaliza.