Sarney sustenta que a liberação desses dados pode abrir "feridas" com outros países. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) se opõe a esse argumento:
- Sou favorável à tese de liberar essa documentação. Não entendo por que os documentos envolvendo a guerra do Paraguai sejam impossíveis de se tornar públicos. O Brasil, pelo seu passado pacifista, não tem razão em interditar os seus documentos.
Relator do projeto na Comissão de Relações Exteriores do Senado, Collor tem atrasado o andamento do texto na casa. Evitando comentar as razões do colega, o peemedebista Simon acredita que a divulgação dos documentos não afetaria a diplomacia brasileira:
- Depois de ser liberado, passado um tempo, não se fala mais nada. A manutenção dessa expectativa, da angústia, do que é ou não é, é que aumenta. Passado um tempo, não se fala mais nada - aposta.