"Todos da base pediram à ministra para acelerar a liberação das emendas parlamentares", disse o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), após a reunião de lideranças com a ministra no Palácio do Planalto, um dia após a sua posse.
"Isso não significa nenhuma pressão", acrescentou Vaccarezza.
Os líderes repassaram à Ideli um pedido de empenho de 50 por cento das emendas de 2011 até julho, reinvindicação definida durante almoço das lideranças e da qual a ministra não participou. Ela, no entanto, não sinalizou com nenhum prazo.
"As emendas parlamentares não são um estorvo, elas fazem parte do compromisso da Câmara e do Senado com o povo", disse Vaccarezza.
Segundo o líder, não houve discussão para acelerar a nomeação para os cargos de segundo escalão do governo, outro ponto de embate entre parlamentares e o Executivo, mas disse ser um ponto "legítimo" aos partidos que compõem a base.
No encontro com Ideli, os líderes expressaram a importância de "relação respeitosa e próxima" do Planalto com a base.
A insatisfação de aliados e petistas com a fraca articulação política do governo sob o comando de Luiz Sérgio foi o principal motivo que levou à saída dele da SRI.