As denúncias sobre convênios com supostas irregularidades tenham sido feitos pelo Ministério do Trabalho certamente estão influenciando a decisão de Lupi, que vê a possibilidade de passar por investigações como aconteceu com Orlando Silva, ex-ministro dos Esportes.
Lupi também tem negado, também através da assessoria, que esta informação não procede, mas ele tem reclamado do esvaziamento das funções de sua pasta. Um exemplo são as reuniões com sindicalistas, hoje realizadas pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência.
Apoio político
A falta de apoio político dentro do PDT também vem tirando o sono de Carlos Lupi, que há meses não se reúne com as bancadas federais, além de ver funcionando, na maioria dos estados, apenas comissões provisórias, quando o ideal seria a formação de diretórios.
Caso venha a deixar o ministério, Lupi estará dando uma cartada que visa preservar o comando do PDT, onde ocupa o cargo de presidente desde a morte de Leonel Brizola, em 2004.
Hoje, Lupi está afastado da presidência por exigência da Comissão de Ética da Presidência da República que avaliou ser incompatível o exercício do cargo com a função de Ministro. Na época, a pedido de Lula, Carlos Lupi abriu mão da presidência do PDT, embora ainda tenha influência sobre as decisões do partido.
Com isso, Lupi ganhou desafetos, entre eles o deputado federal Brizola Neto, que ao lado de sua irmã gêmea, Juliana Brizola, deputada estadual no Rio Grande do Sul, trabalha nos bastidores para forçar Lupi a entregar o comando do PDT para a família.
Há pouco mais de um mês, Brizola Neto organizou um almoço com a bancada do PDT em um restaurante em Brasília, quando ficou decidido que o grupo iria tentar destituir Lupi da presidência na marra. Avisado, o ministro do Trabalho procurou os participantes do encontro e ameaçou destituir direções estaduais dos partidos nos Estados. Todos recuaram, já que em 2012 haverá eleições.