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Takimoto: Sem saúde no topo, não há política real de crescimento

12 de dezembro 2011 - 17h40 Por Redação Douranews, com Assessoria
Takimoto: Sem saúde no topo, não há política real de crescimento

Para o deputado estadual George Takimoto (PSL), todas as esferas de governo existentes no país – federal, estadual e municipal – precisam assumir na íntegra os princípios e atribuições definidos com clareza na Constituição Federal na seção II, que trata da Saúde. “Se qualquer unidade federativa quer, de fato, imprimir uma dinâmica consistente e eficaz de desenvolvimento, terá necessariamente de colocar a saúde no topo das prioridades. Se isso não é feito, não há um crescimento de verdade, porque é o ser humano que precisa crescer como alvo das ações e atenções do poder público”, argumentou.

Autor de diversos projetos e iniciativas pelo reforço aos investimentos – como as propostas de instituição da Loteria da Saúde e a sugestão de cada parlamentar destinar metade de suas emendas ao setor -, Takimoto luta pela melhoria efetiva das políticas públicas de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, mas com foco no bem-estar dos cidadãos e cidadãs. “Ora, vivemos num Estado onde o servidor público, só para citar um exemplo, não tem sequer um hospital específico para atendê-lo. E são mais de 55 mil servidores e suas famílias, o que representa um universo superior a 260 mil pessoas a serem atendidas”, exemplificou.

Takimoto insiste em escorar-se na Constituição para fortalecer suas convicções e destaca o artigo 156 como fio condutor de todo o processo. O dispositivo estabelece, na íntegra: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

O deputado, então, indaga: “Qual a realidade entre o que dispõe a carta maior e o quadro que temos hoje no Estado, com doenças primárias tornando-se endemias, falta de leitos hospitalares, a desvalorização dos profissionais de saúde, a má gestão, os congestionamentos desnecessários de pacientes na rede pública, grande quantidade de óbitos por doenças que podem ser evitadas de forma preventiva como o câncer e a desnutrição. Tudo isso pode ser enfrentado e resolvido se o Estado cumprir na totalidade o que determina o texto constitucional”, afirma.

No entanto, Takimoto pondera que em vez de crucificar pessoas ou instituições, prefere trazer idéias e apresentar sugestões exequíveis, no sentido de contribuir - “como deputado, médico e cidadão” - com a modernização, a ampliação e o avanço das políticas públicas de saúde no Estado. A defesa da instituição de um concurso de prognósticos pela Caixa Econômica Federal que carimbe sua receita para o orçamento da saúde já é endossada por lideranças políticas dos diferentes escalões e representantes da sociedade civil que dimensionam a extensão e a profundidade social dessa proposta.