A Mesa Diretora da Casa, onde o documento foi protocolado, irá deliberar se enviará ou não o pedido de informações ao ministro, de acordo com a secretaria-geral do Senado.
A partir do momento em que receber o pedido de informações, Pimentel terá 30 dias para responder sobre suas atividades empresariais no período entre sua saída da prefeitura de Belo Horizonte e chegada ao ministério.
O requerimento de Dias pede que Pimentel, amigo da presidente Dilma Rousseff desde os tempos em que combateram o regime militar, envie detalhes dos serviços prestados por sua empresa e cópias das notas fiscais.
"O ministro Pimentel não era um consultor qualquer. Era um consultor muito influente no governo, com notória ligação pessoal com a então ministra Dilma Rousseff. Portanto, o presente requerimento visa oferecer ao ministro Pimentel uma oportunidade para que ele esclareça as denúncias de tráfico de influência e de conflito de interesses publicada pela imprensa nos últimos dias", afirma o documento assinado por Dias.
Reportagem do jornal O Globo aponta que Pimentel teria recebido 2 milhões de reais por consultorias prestadas por sua empresa de consultoria. Pimentel argumenta que a remuneração que recebeu é menor que a informada pela imprensa e compatível com o que o mercado para executivos de empresas.
O jornal Folha de S.Paulo afirma que uma das empresas que contratou a consultoria do atual ministro manteve contratos com a prefeitura da capital mineira quando Pimentel era prefeito.
A oposição tenta, desde a última semana, levar Pimentel ao Congresso para dar explicações, mas quatro requerimentos de convocação ao ministro já foram rejeitados.
Em junho, Antonio Palocci deixou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil diante de denúncias na imprensa de suposto tráfico de influência após a divulgação de dados relacionados a sua empresa de consultoria. Na ocasião, ele negou-se a divulgar a relação de clientes para os quais prestou serviços antes de assumir a Casa Civil.
Desde o início do governo Dilma, sete ministros já deixaram os cargos, seis deles em meio a denúncias de irregularidades.