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Desembargadores de MS são investigados pelo CNJ

15 de maio 2012 - 13h14 Por Redação Douranews
Desembargadores de MS são investigados pelo CNJ

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) investiga cinco desembargadores do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) por suspeita de patrimônio incompatível com a renda. Claudionor Miguel Abss Duarte, Paulo Alfeu Puccinelli, João Carlos Brandes Garcia, Joenildo de Souza Chaves e Marilza Lúcia Fortes são citados em reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A investigação do CNJ, que inclui ainda os parentes dos citados, já enviou pedidos de informações à Receita Federal, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Detran, cartórios de imóveis, Banco Central e Polícia Federal para juntar os dados e apurar inclusive o enriquecimento ilícito dos desembargadores.

Claudionor Duarte declarou patrimônio de R$ 1,7 milhão em 2001, que se elevou para R$ 3,6 milhões em 2006 e a R$ 15 milhões em 2007. O desembargador declara a exploração rural de 12 mil hectares em 2002 (43,7 mil em 2009). Segundo o CNJ, ele foi o maior vendedor em vários leilões de gado. Ao final de 2002 e 2004, declarou possuir R$ 240 mil e R$ 200 mil em espécie, respectivamente.

Paulo Alfeu Puccinelli registrou bens no total de R$ 1,4 milhão, em 2008 e de R$ 692,6 mil em 2009. O CNJ suspeita que a diminuição do patrimônio se deu por meio de transferências “artificiais” de recursos para o filho.

O CNJ viu indícios de subfaturamento na aquisição de um terreno por João Brandes Garcia. Na declaração dele de 2009, constam obras de arte (R$ 301,9 mil) e dinheiro em espécie (R$ 341,2 mil).

Joenildo de Souza Chaves adquiriu, em 2004, uma fazenda por R$ 360 mil, pagos em espécie. Marilza Lúcia declarou bens no total de R$ 2 milhões, em 2009, R$ 350 mil em espécie.