O deputado federal Marçal Filho não vai sair do PMDB. Essa afirmação é do governador André Puccinelli, após conversar com o parlamentar e ouvir do douradense que os ressentimentos em relação ao último processo eleitoral ainda continuam, mas que ele seguirá na chapa a ser conduzida pelo governador para as eleições de 2014.
“Disse ao Marçal que ele não pode procurar culpados no fato de não ter sido candidato em Dourados em uma ou outra pessoa; foi a convenção do PMDB quem decidiu pela aliança com o atual prefeito [o reeleito Murilo Zauith] e os estatutos do partido são claros em afirmar que a minoria deve acatar a vontade da maioria”, comentou Puccinelli com jornalistas no sábado (1) à tarde quando esteve no Município.
André disse ainda que o deputado federal afirmou-lhe que pretende construir um caminho independente na postura política dentro do partido. “Uma das coisas que ele me comunicou é que vai se manter em oposição ao prefeito”, disse o governador. Após as eleições de 7 de outubro, Marçal chegou a anunciar que estava procurando uma nova legenda.
Marçal Filho não participou e nem indicou os nomes para preenchimento de seis vagas que haviam sido reservadas para ele na convenção municipal realizada pelo PMDB no domingo passado, e que acabou escolhendo o deputado federal Geraldo Resende como novo presidente municipal.
Mudança em CG
Perguntado pelo Douranews se haveria um perdedor dentro do PMDB na derrota do candidato Edson Giroto para o deputado Alcides Bernal (PP) na disputa da Prefeitura de Campo Grande, André respondeu: “Não perdemos, quem ganhou foi o povo. A população queria mudança e demonstrou isso nas urnas. Se o efeito futuro vai ser como ocorreu em Dourados [em alusão à escolha do ex-prefeito, depois afastado, Ari Artuzi, em 2008], ainda não sabemos. Mas, nesse momento, o eleitor mostrou soberania”.
Sobre a disputa pelo comando do diretório estadual do partido, cujo novo presidente deverá ser escolhido domingo (9), o governador disse que tentou evitar os confrontos entre o atual presidente Esacheu Nascimento e os deputados Junior Mochi e o licenciado Carlos Marun, não revelou qual a sua preferência, mas defendeu “que o melhor ainda é a união”.