A base do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul não conseguiu colocar em votação, na sessão ordinária desta quarta-feira (27), os projetos do Executivo que tramitam na Casa com o objetivo de reorganizar a estrutura da administração estadual, e que prevê a criação de três secretarias.
A iniciativa esbarrou na bancada do PT, que não consentiu com o acordo de lideranças para colocar os textos em votação em caráter de urgência. “Entendemos que não há justificativa para se votar no afogadilho. Pedimos que o projeto tramitasse para votar na semana que vem porque queremos discutir melhor a necessidade dessas secretarias. O questionamento é se o governo está criando novas secretarias para acomodação política ou tem projeto?”, indagou o deputado Pedro Kemp (PT).
Sem acordo, os projetos devem ser votados só a partir de terça-feira (2). O líder do governo no Legislativo, Júnior Mochi (PMDB), disse que a ideia é desmembrar a atual secretaria de Governo em duas: Casa Civil e Relações Institucionais. A coordenadoria de Juventude no Estado também seria convertida em secretaria.
Os arranjos políticos, segundo se noticia na Governadoria, caminham para acomodar como titulares a vice-governadora Simone Tebet (PMDB), o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), e o vereador da capital, Herculano Borges (PSC), respectivamente, nas três novas pastas. Com informações do G1/MS