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Política

Oposição diz que Dilma usa plebiscito como 'cortina de fumaça'

03 de julho 2013 - 12h46 Por Redação Douranews
Oposição diz que Dilma usa plebiscito como 'cortina de fumaça'

Em clima de divergência até entre aliados, a presidente Dilma Rousseff enviou nesta terça-feira (2) ao Congresso Nacional a mensagem com o pedido de plebiscito para discutir a reforma política. Parlamentares do PSDB veem a iniciativa como única forma encontrada pela petista para disfarçar a incapacidade do Governo em responder aos apelos da sociedade. 

Para os tucanos, apesar de importante, o plebiscito sobre a reforma política não é a maior prioridade no momento, já que os brasileiros foram às ruas protestar contra a corrupção e pedir mais atenção com setores como saúde, educação, segurança e transporte.

“Governar é eleger prioridades, é fazer opções. Reforma política é importante e desejável, mas não é a principal reivindicação da população e nem solução para o péssimo atendimento nos hospitais, para o problema da educação e, tampouco, vai garantir segurança e transporte público de qualidade”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), que convocou uma reunião da bancada para as 12h30 desta quarta-feira (3) em Brasília.

Para que os clamores ecoados nas ruas possam ser atendidos, o líder acredita ser preciso que o Planalto libere os recursos federais previstos no orçamento, inexplicavelmente contingenciados. “Até agora, só vemos o governo federal insistindo no plebiscito como tática para ocupar o noticiário e jogar para o Congresso a obrigação de resolver a crise que atinge diretamente o Palácio do Planalto, como demonstraram as pesquisas”, completou o líder

No texto entregue pelo vice-presidente da República, Michel Temer, aos presidentes da Câmara e do Senado, o Executivo sugere ao Congresso a realização do plebiscito sobre cinco assuntos: financiamento público ou privado das campanhas eleitorais; voto proporcional ou distrital; e a continuidade ou não do voto secreto no Congresso, da suplência para senador, e de coligações partidárias em eleições proporcionais. A ideia do governo, de acordo com Dilma, é que o plebiscito aconteça antes de outubro para ser aprovada no Congresso a tempo de valer em 2014.

Segundo o deputado Vanderlei Macris (SP), a proposta de Dilma tem o objetivo de tirar o foco da Presidência da República e colocá-lo no Congresso. "Não é isso que a população quer. A população foi às ruas para pedir a solução de problemas da educação, da saúde, do transporte urbano. Questões importantes que ela com a sua caneta pode resolver. Ela quer apenas desviar o foco, é uma cortina de fumaça. Ela jogou no colo do Congresso uma questão que não é demandada pelas ruas. O governo tem maioria de 420 deputados contra 80 da oposição. Por que ela não usou essa maioria para fazer a reforma política?", questionou.