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Kátia Abreu quer envolver governadores pela demarcação de terras

08 de dezembro 2013 - 10h54 Por Redação Douranews
Kátia Abreu quer envolver governadores pela demarcação de terras

A presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu, defendeu ontem (7) a inclusão de prefeitos e governadores nos estudos de demarcação de terras indígenas. “Não é admissível que a Funai demarque sozinha qualquer área pretendida. Vamos solicitar aos governadores que se manifestem ao ministro da Justiça, requerendo a entrada nos grupos de estudos”, destacou a senadora em reunião com produtores rurais e parlamentares de Mato Grosso do Sul no auditório da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS).

De acordo com a presidente da CNA os representantes políticos de cada Estado e município devem se amparar nas condicionantes 17 e 19 da portaria 303, estabelecida na demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol (em Roraima), julgada no mês de outubro pelo STF (Supremo Tribunal Federal). “A legislação é clara. O Supremo defende a participação dos entes federados no procedimento de demarcação e deixa claro que área demarcada não pode ser ampliada e não podemos ignorar a lei”, enfatizou Kátia Abreu.

A senadora classificou como “terrorista” as invasões às propriedades privadas em Mato Grosso do Sul incentivadas pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e acusou a entidade como ‘retrógada, falida e atrasada’. “A Funai tem feito índios cada vez mais pobres, com alto índice de gravidez na adolescência e alcoolismo. Ela precisa ser reestruturada. Indígenas precisam de qualidade na saúde e educação”, afirmou.

O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, reforçou o cenário de insatisfação dos produtores rurais de MS diante da morosidade do Governo Federal em resolver os conflitos fundiários. "Nós gritamos e não temos eco. Assistimos essa discussão tomando um contorno com imensa dimensão", afirmou. Em relação à compra das áreas invadidas em Mato Grosso do Sul, o dirigente salientou a prorrogação dos prazos fixados pela União. "O Governo anunciou que iria comprar a fazenda Buriti, em Sidrolândia, palco do agravamento dos conflitos entre indígenas e produtores e deu como prazo o mês de agosto. Desde então, entre reuniões e audiências, avançamos em alguns pontos. A última promessa é de que até o dia 15 de dezembro teremos uma solução definitiva", ressaltou.

Também participaram da reunião os presidentes da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de MS), Almir Dalpasquale e da Acrissul (Associação dos Criadores de Animais de MS), Francisco Maia; os deputados estaduais Mara Caseiro e Zé Teixeira; os federais Luiz Henrique Mandetta e Reinaldo Azambuja e o senador da República, Waldemir Moka, de Mato Grosso do Sul, além dos deputados federais Ronaldo Caiado (GO) e Abelardo Lupion (PR).