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Para oposição, cassação de Bernal é irreversível

25 de dezembro 2013 - 10h06 Por Redação Douranews, com MidiaMax
Para oposição, cassação de Bernal é irreversível

A cassação do prefeito de Campo Grande (MS) Alcides Bernal (PP), se depender da opinião dos vereadores oposicionistas é irreversível. Amanhã (26) acontece a votação do relatório final da Comissão Processante. Para o líder da oposição, Airton Saraiva (DEM) a cidade tem perdido muito e é preciso dar um basta nisso. “Passamos um ano sem nenhum avanço na parte administrativa. Foi um ano de retrocesso. Acredito que por essa preocupação, os vereadores vão mudar essa página”, avalia Saraiva, que acredita que haverá 23 votos a favor da cassação, sendo que  são necessários 20 (dois terços do total).

Sobre uma possível mudança no quadro, Saraiva diz não acreditar, haja vista que em um ano o prefeito tentou alianças sem sucesso. “Tenho certeza que não convence mais ninguém. Levou um ano para isso e não conseguiu”, enfatiza.

Outra vereadora que acredita na cassação é a peemedebista Carla Stephanini. Segundo ela, o PMDB orientou seus vereadores a votar pela cassação. “Nós já tínhamos deliberado que se o relatório concluísse pelos elementos que aponta improbidade acompanharíamos o voto. Me parece que pouca coisa tem a mudar. Um relatório muito bem substanciado”, frisa.

Já o vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB) disse que quer uma cópia do relatório para depois tomar uma posição, embora destaque que isso não seria necessário. “Pelo que vi até hoje, e o que tenho acompanhado não precisa ter relatório. Campo Grande está um caos. Está abandonada. Mas, vou buscar a imparcialidade”, explica o vereador.

Por outro lado, o vereador petista Ayrton Araújo não acredita na cassação, sugerindo que estão ajeitando esse final. Ele lembra que o prefeito entregou o recurso no final de uma tarde e na manhã seguinte já foi intimado, sem que houvesse uma análise coerente.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) também criticou a rapidez com que a oposição entregou o relatório final. “O prefeito apresentou a defesa as 5h30 e o relatório estava pronto às 7 horas da manhã, o que para ela é um sinal de pré-julgamento, por conta do inconformismo do PMDB.

O posicionamento de outros vereadores mostra que ainda há uma “briga política” acontecendo. A votação está marcada para quinta-feira (26) às 8h, na Câmara de Campo Grande. Os 29 vereadores já foram convocados.