O senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Antonio Carlos Biffi, do PT se reuniram em Brasília com prefeitos sul-mato-grossenses para dar andamento a novos investimentos federais nos municípios. Na pauta, a construção de mais 6.900 casas na áreas urbana e rural, inclusive indígena, de Mato Grosso do Sul. Desse total, 500 unidades serão destinadas a atender às comunidades indígenas de Dourados.
"Assinamos com o deputado Biffi dois ofícios encaminhados ao ministro das Cidades, Gilberto Occhi, nos quais solicitamos empenho na seleção de projetos em vários municípios onde o déficit habitacional é grande. Queremos atender também a população indígena, com moradia digna e todos os serviços de infraestrutura”, disse o senador.
Delcidio afirmou que os pleitos encaminhados em Brasília atenda a demanda da Assomasul(Associação Sul-mato-grossense de Municípios), cujo presidente, o prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo (PSDB), definiu com cada prefeito a necessidade local. “Vamos cobrar do governo o atendimento do pedido porque casa própria é um bem sagrado para toda família”, disse Delcídio.
Um dos ofícios encaminhados por Delcídio e Biffi solicita casas para áreas urbanas de Água Clara (140), Amambai (200), Anastácio (250), Aparecida do Taboado (200), Aquidauana (200), Bataguassu (200), Caarapó (150), Camapuã (100), Cassilândia (150), Chapadão do Sul (250), Coxim (200), Eldorado (100), Inocência (140), Ivinhema (100), Jardim (250), Miranda (180), Mundo Novo (100), Nova Andradina (300), Paranaíba (480), Paranhos (100), Ribas do rio Pardo (200), Rio Brilhante (200), São Gabriel do Oeste ( 240), Sonora ( 100) e Vicentina (100).
De acordo com as regras do governo federal, nos municípios com mais de 20 mil habitantes cada unidade sai por R$ 60 mil e o conjunto habitacional deve contar com água, energia, esgoto e asfalto. Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, a casa custa R$ 49 mil, com a mesma infraestrutura. Em ambos os casos o proprietário terá de pagar parcelas equivalentes a 10% da renda.
O outro ofício pede a construção de casas para indígenas em Anastácio (50), Antonio João (200), Aquidauana (100), Aral Moreira (50), Caarapó (200), Coronel sapucaia (50), Douradina (50), Dourados (500), Eldorado (50), Iguatemi (50), Japorã (100), Laguna Carapã (75), Paranhos (300), Rio Brilhante (100), Sidrolândia (200) e Tacuru (100). O custo da casa indígena é menor – R$ 32 mil – e o morador tem que pagar apenas R$ 1 mil em quatro parcelas de R$ 250.
O senador esclarece que o governo federal está recebendo novas solicitações. “O processo de seleção continua aberto. Por isso, eu alerto aos demais prefeitos que apresentem suas propostas, para que o Ministério das Cidades atenda com mais casas todo o nosso estado”, informou.