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Política

Vereadora denuncia mais de 1200 nomeações de Olarte

11 de junho 2014 - 11h11 Por Redação Douranews
Vereadora denuncia mais de 1200 nomeações de Olarte

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) afirmou em pronunciamento nesta terça-feira (10), da tribuna da Câmara de Campo Grande, que o prefeito Gilmar Olarte já nomeou 1266 cargos servidores em cargos comissionados, sem concurso público, até maio desse ano.  Para a vereadora, que prometeu enviar as relações para o Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, a quantidade de nomeações não condiz com a boa aplicação dos recursos públicos e por isso deve ser investigada. “Hoje quando toda a sociedade está atenta aos gastos públicos e exige serviços de qualidade não podemos admitir tamanha gastança sem controle e muitas vezes por razões obscuras”, concluiu.

O levantamento realizado pela vereadora identificou que só na Secretária de Governo foram nomeados 362 cargos, grande parte deles com rendimentos acima de R$ 3 mil. Só em cargos de direção e chefia, símbolo DCA 1, foram nomeados pessoas em nove cargos, com salários de mais de R$ 10 mil. “Essa secretaria é eminentemente política, com uma pequena estrutura, seu espaço físico não comporta tanta gente”, afirmou a vereadora. Luiza fez ainda um desafio para que os vereadores fossem a Secretaria para ver quantos funcionários estavam realmente trabalhando.

Outras secretarias também chamaram atenção dela. Na Secretaria de Administração, por exemplo, de março até maio, já foram nomeados 94 cargos. Já na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano foram nomeados 74 ocupantes de cargos comissionados.

Concursados aguardam nomeação

De acordo com a vereadora, profissionais que passaram nos concursos públicos promovidos pela Prefeitura nos últimos anos ainda esperam pela convocação. É o caso, por exemplo, segundo ela, dos fiscais de trânsito, que desde 2010 esperam ser chamados. Outra categoria que está nessa situação é a dos músicos da Orquestra e da Banda Municipal que já tiveram seus concursos prorrogados e continuam na esperança de serem chamados até julho desse ano.

“A explicação dada pela prefeitura para não convocar os aprovados, dizendo que corre o risco de gastar mais do que é permitido constitucionalmente com a folha de pagamento não condiz com os números apurados. Afinal é uma contradição não nomear os concursados e por outro lado pagar salários elevados a funcionários que muitas vezes não tem função na administração pública”, concluiu Luiza.