Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
26°C
Política

Doleiro quer colaborar com a Justiça para reduzir penas

10 de agosto 2014 - 11h56 Por Redação Douranews
Doleiro quer colaborar com a Justiça para reduzir penas

Réu em 12 processos que podem lhe render uma condenação de mais de cem anos de prisão, o doleiro Alberto Youssef enviou sinais ao Ministério Público e à Justiça de que quer fazer um acordo de delação premiada para deixar a cadeia mais cedo. De acordo com a lei brasileira, se o que Yousseff revelar contribuir para a elucidação de crimes graves, ele pode até ficar livre da prisão, como ele próprio fez em 2007, quando foi detido pela primeira vez, segundo publica o jornal Folha de S. Paulo.

O jornal ouviu cinco advogados que atuam no caso e eles disseram quais seriam as alternativas para a defesa de Yousseff. Uma delas seria tentar tirar o juiz Sergio Moro, conhecido por ser rígido, do julgamento ou tirar os processos do Paraná, onde a operação Lava Jato foi deflagrada. As duas hipóteses, porém, são remotas.

Em caso de delação premiada, a maior dificuldade é a credibilidade do doleiro. As razões dessa desconfiança são os depoimentos de 2007, quando ele não cumpriu a promessa de que não voltaria a atuar no mercado de dólar. Segundo a Polícia Federal, ele acabou usando a primeira delação premiada como alavanca para elevar a participação no mercado, entregando clientes menos importantes e preservando os grandes.

Segundo informou à Folha de S. Paulo o advogado de Youssef, Antonio Augusto Figueiredo Basto, a decisão de colaborar é do doleiro, mas ele não recomenda o expediente: "O Alberto é mero bode expiatório num esquema muito maior, sobre o qual não há nenhum interesse em investigar. Você acha que ele teria feito tudo de que é acusado sem um parlamentar?". O advogado disse ainda que sai do caso se Youssef virar colaborador.