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Delcídio quis vender suplência de Senado por R$ 5 milhões

01 de outubro 2014 - 20h14 Por Redação Douranews
Delcídio quis vender suplência de Senado por R$ 5 milhões

Trecho de uma gravação publicada nesta terça-feira (30), no caderno ‘Eleições’ do portal da revista Veja na internet, mostra diálogo entre o então secretário de Governo da Prefeitura de Dourados Eleandro Passaia, em 2010, com o empresário Eduardo Uemura, de Dourados, relatando negociações com o senador Delcídio do Amaral, do PT, então candidato à reeleição para o Senado, para a escolha do suplente na chapa do petista.

Uemura disse – segundo a revista - que Delcídio negociou por 5 milhões de reais uma vaga de suplente em sua chapa. O próprio Uemura teria participado das negociações para que a mãe dele [a empresária Helena Uemura] assumisse o lugar, mas as tratativas não avançaram por causa do valor considerado alto.

Na conversa, que faz parte do inquérito 3778, onde o senador é investigado também por se beneficiar de comissões por emendas obtidas para obras na Prefeitura de Dourados, Eduardo Uemura afirma que a suplência era valiosa porque o petista deixaria o Senado para assumir um ministério ou se candidataria ao governo de Mato Grosso do Sul em 2014, cuja hipótese se confirmou. Delcídio lidera as pesquisas para as eleições de domingo (5) em Mato Grosso do Sul.

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Reprodução Revista Veja na internet

"E se ele não for ministro?", indaga o interlocutor, Eduardo Passaia, em trecho de conversação gravado pelo próprio ex-secretário do então prefeito Ari Artuzi, que renunciou ao cargo e depois, no ano passado, morreu vítima de câncer, após investigações da PF (Polícia Federal) na operação ‘Uragano’ (furacão, em italiano). O empresário responde que "ele tira na obra", o que aparentemente significa que o dinheiro pago pela suplência seria compensado com desvio de dinheiro de obras, de acordo com a publicação de Veja.