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Política

Murilo e André vão comandar sucessão em Dourados

07 de dezembro 2014 - 00h15 Por Redação Douranews
Murilo e André vão comandar sucessão em Dourados

Ao anunciar que vai começar, a partir de 2015, um cronograma de entrega de obras depois de ‘ter colocado a casa em ordem’, após o difícil período de recomposição da estrutura administrativa na cidade, o prefeito Murilo Zauith (PSB) também se apresenta como um dos principais avalistas do quadro sucessório que, igualmente, deve começar  a mostrar os principais protagonistas a partir dos primeiros meses do novo ano.

Um dos maiores interessados no bom desfecho desse processo, porque seria o principal indicador do sucesso da gestão [somado o mandato ‘tampão’ pós-Uragano, Murilo vai completar seis anos de mandato em 2016], o prefeito ainda não acenou quem prefere para sucedê-lo, mas ensaia uma reaproximação com o governador André Puccinelli, que, mesmo sem mandato a partir de janeiro quando vai passar o comando do Estado ao tucano Reinaldo Azambuja, pode vir a ser, ainda, um cabo eleitoral decisivo daqui a dois anos.

Entre os “prefeituráveis” que se não buscam o apoio pelo menos querem evitar distanciamento evidente de Murilo, quem mais procura espaço estratégico no primeiro plano das mídias locais é o deputado federal reeleito Geraldo Resende (PMDB), dono de uma folha de serviços que é realçada por todos. Na sequencia, aparecem os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira (DEM), apontado como ‘homem forte’ do futuro Governo, e George Takimoto (PDT); os estaduais eleitos José Carlos Barbosa (PSB) e Renato Câmara (PMDB); o empresário Adão Parizoto; e o vereador e presidente da Câmara Idenor Machado (DEM), além da colega dele no Parlamento municipal, vereadora Délia Razuk (ainda no PMDB), mais votada entre todos os candidatos a deputados estaduais na disputa de 5 de outubro passado.

A falta de apoio político ou o acúmulo de pré-candidaturas pode levar alguns desses pretendentes a trocar de partido, ingressando numa das novas siglas que ainda dependem da homologação de registro na Justiça Eleitoral. O Rede Sustentabilidade, da ex-candidato a presidente Marina Silva, assanha-se como eventual alternativa de viabilidade eleitoral para futuros e novos pretendentes ao posto de Murilo, ele próprio uma alternativa ao quadro de 2018.

Puccinelli e o governador eleito Reinaldo Azambuja têm seus trunfos, mas devem guardar segredo até o final do próximo ano, quando as pré-candidaturas estarão com melhor visibilidade. O bloco de aspirantes – ou de alternativas – à disputa para assumir o lugar de Murilo Zauith ainda inclui o vereador Marcelo Mourão, o deputado estadual João Grandão e o ex-deputado Laerte Tetila. Entre os mais próximos ao atual chefe do Executivo, ensaia-se ainda o projeto ‘Luis Roberto’, com a campanha de visibilidade imputada ao secretário municipal de Planejamento.