A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (11) que vai incluir mais três ministros na coordenação política do governo e acrescentou que pretende envolver mais pessoas e partidos no debate, num momento em que enfrenta uma crise com a base aliada.
Ao ser questionada sobre a suposta saída do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, Dilma negou que fará mudanças na coordenação política, mas afirmou que colocará na articulação do governo os ministros das Cidades, Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, e da Aviação Civil, Eliseu Padilha.
"Não há nenhuma modificação na coordenação política, a não ser o seguinte: nós vamos aumentar o número de pessoas e de partidos, obviamente, e vamos fazer um rodízio sistematicamente trazendo ministros novos para o debate", disse Dilma a jornalistas.
Segundo a mídia, Dilma estaria disposta a retirar Mercadante da articulação política para melhorar a relação estremecida do governo com a base aliada no Congresso Nacional.
Mais cedo nesta quarta-feira, a Presidência da República já havia negado em nota oficial qualquer mudança na Casa Civil, dizendo que "Mercadante tem total confiança da presidente e seguirá cumprindo suas funções".
Dilma enfrenta uma crise política com os aliados no Congresso e se esforça para fazer um forte ajuste fiscal, que pode desacelerar os investimentos públicos no país e levar o governo a adotar medidas consideradas impopulares.
A presidente tem sido alvo de protestos populares, inclusive pedindo o seu impeachment, e voltou a defender o direito de a população se manifestar, desde que seja de forma pacífica. "Nós temos o direito de manifestar. O que nós não temos é o direito de ser violentos", afirmou Dilma.
Durante um pronunciamento na TV, domingo (8), em que defendeu os ajustes fiscais do governo, houve manifestações e panelaços em várias cidades do país, e ela foi vaiada durante um evento em São Paulo na terça-feira (10), recorda o Terra.