A visita de solidariedade da presidente Dilma Rousseff ao ex-presidente Lula neste sábado (5), em função da condução coercitiva determinada na 24º fase da Operação Lava-Jato, deflagrada um dia antes, causou mal estar entre parlamentares. O deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade/PR) divulgou nota dizendo que vai entrar com ação de improbidade administrativa contra Dilma Rousseff, por ela ter usado dinheiro e recursos públicos para visitar Lula.
As lideranças do Democratas na Câmara e Senado também vão entrar com uma representação na PGR (Procuradoria Geral da República) questionando a viagem. Os parlamentares querem que seja calculado o custo total do deslocamento no boeing presidencial, jatinhos da FAB e helicóptero, além do pagamento de diárias para equipe de apoio, para que a presidente Dilma e os ministros, como pessoa física, devolvam os recursos gastos aos cofres públicos.
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) e Pauderney Avelino (AM) argumentam que as viagens não são de Estado, e devem, portanto, ser ressarcidos os custos aos cofres públicos. Dilma usou o boeing e um helicóptero para chegar com a comitiva até São Bernardo, onde, ao lado de Lula e dona Marisa, participaram de um ato junto a militantes que se aglomeravam no local desde cedo.
“Isso é uma loucura total. Se a presidente Dilma quisesse se solidarizar com o amigo e correligionário político, ela deveria ter passado a presidência para o vice Michel Temer, e custeado, do próprio bolso, as despesas para ir com sua equipe dar apoio ao ex-presidente, contra uma decisão de um poder constituído. Ela não pode misturar os canais. Vamos representar á PGR para que esse dano ao povo brasileiro seja reparado”, disse Caiado.