O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista à GloboNews, que considera "algo banal" a gravação de um diálogo que teve com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, no qual ele sugere um "pacto" para tentar barrar a Operação Lava Jato. O ministro disse ainda que não se sente "tolhido para trabalhar" e que, portanto, não pedirá para deixar o cargo. As conversas, reveladas pelo jornal "Folha de S.Paulo", ocorreram em março deste ano, mas as datas não foram divulgadas
Senador licenciado e primeiro vice-presidente do PMDB, Jucá é alvo de dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) que investigam a suspeita de que ele recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Já Sérgio Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcidio do Amaral (sem partido-MS). O MPF (Ministério Público Federal) apurou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria recebido propina de contratos da Transpetro na época em que a subsidiária da Petrobras era presidida por Machado, indicado pelo PMDB para ocupar o cargo de alto escalão.
"Eu não me sinto alvo da Lava Jato e não me sinto incomodado com a Lava Jato. Eu estou muito tranquilo. O meu foco é outra coisa, é trabalho. [...] No meu aspecto, eu não me sinto, em nenhuma condição, tolhido para trabalhar, por conta dessa gravação, que não me compromete em nada. Portanto, por conta disso eu não me sinto em condições, em compromisso de pedir para sair", disse Jucá, em entrevista por telefone, conforme repercutiu o G1.