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Política

Em semana decisiva, Planalto quer aumentar votos pró-impeachment

22 de agosto 2016 - 12h18 Por DOURANEWS
Em semana decisiva, Planalto quer aumentar votos pró-impeachment Presidente Temer manda acelerar articulações para concluir processo de impeachment de Dilma — Foto: Arquivo/Douranews

Desde que o plenário do Senado decidiu, por 59 votos a favor e 21 contra, transformar a presidente afastada Dilma Rousseff em ré no processo de impeachment e levá-la a julgamento final, o Palácio do Planalto passou a articular nos bastidores para aumentar ainda mais a margem de votos favoráveis ao afastamento definitivo na última votação. Aliados do peemedebista acreditam que, na sessão decisiva, conseguirão contabilizar entre 62 e 63 votos pró-impeachment. A sessão destinada ao julgamento final da petista está marcada para esta quinta-feira (25). A previsão é de que o julgamento se estenda por até quatro dias.

Segundo relatos de integrantes do Planalto, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, se tornou o principal articulador político do esforço para vitaminar o número de votos favoráveis ao impeachment no Senado. Desafeto de Dilma, Geddel tem atualizado Temer diariamente sobre a contagem de votos.

Pessoas próximas ao ministro dizem que, além das negociações políticas, ele tem enfatizado aos senadores que Dilma não é vítima de um golpe, como ela tem repetido desde que a Câmara deu sinal verde para a abertura do processo de impeachment. Nas conversas com senadores, Geddel ressalta que o processo de afastamento seguiu o rito definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e pela Constituição.

Outro argumento utilizado pelo titular da Secretaria de Governo é tentar mostrar que Temer tem dado sinais de que saberá conduzir as políticas necessárias para o país retomar o crescimento econômico. Mesmo com a ida de Dilma ao Senado nesta semana para apresentar sua defesa, a avaliação dos principais conselheiros políticos do presidente em exercício é de que o impeachment "está consumado" e, politicamente, "definido". A defesa da petista confirmou que ela irá pessoalmente ao Congresso Nacional para se defender e para responder a eventuais questionamentos dos parlamentares, segundo divulgou o portal G1.